SUS passa a oferecer vacina Pneumo 20; saiba quem pode receber

Novo imunizante amplia a proteção contra doenças pneumocócicas e será aplicado em crianças, idosos e grupos especiais

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SUS passa a oferecer vacina Pneumo 20; saiba quem pode receber
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A vacina Pneumo 20 passou a ser ofertada pelo SUS e será incorporada gradualmente ao calendário vacinal infantil, substituindo a Pneumo 10. O imunizante protege contra 20 sorotipos do pneumococo, bactéria que pode causar doenças graves como pneumonia, meningite, otite e sepse.

A nova vacina será disponibilizada para crianças menores de 5 anos que ainda não completaram o esquema vacinal, além de indígenas com mais de 5 anos sem histórico de vacinação pneumocócica conjugada, idosos acamados ou institucionalizados e pessoas com condições clínicas especiais atendidas pela rede de imunobiológicos.

Durante a transição, o esquema infantil prevê uma dose da Pneumo 20 aos 2 meses, uma dose da Pneumo 10 aos 4 meses e reforço com a Pneumo 20 aos 12 meses. Quando os estoques da Pneumo 10 acabarem, a vacinação passará a ser feita exclusivamente com a nova versão.

Segundo o Ministério da Saúde, a ampliação da proteção busca reduzir casos graves, internações, sequelas e mortes provocadas por doenças pneumocócicas. Entre 2023 e 2025, o Brasil registrou 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil mortes.

 

A vacina pneumocócica 20-valente, conhecida como Pneumo 20, passou a ser ofertada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e já integra a estratégia nacional de imunização contra doenças causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, o pneumococo. O imunizante amplia a proteção contra infecções graves e será disponibilizado inicialmente para crianças menores de 5 anos, além de grupos específicos definidos pelo Ministério da Saúde.

A nova vacina protege contra 20 sorotipos da bactéria, associada a doenças como pneumonia, meningite, otite, sinusite e sepse. A incorporação da Pneumo 20 ao SUS faz parte de uma transição gradual para substituir a Pneumo 10 no calendário infantil.

Segundo o Ministério da Saúde, a mudança busca aumentar a cobertura contra sorotipos relacionados a quadros graves da doença pneumocócica invasiva. A expectativa é reduzir hospitalizações, sequelas e mortes, especialmente entre crianças pequenas, que estão entre os grupos mais vulneráveis.

A pasta informou que a distribuição da vacina aos estados já começou e que a previsão é entregar mais de 6,1 milhões de doses até o fim de 2026. A aplicação ocorre nas unidades básicas de saúde, conforme a disponibilidade local e as orientações do Programa Nacional de Imunizações.

A doença pneumocócica é considerada uma das principais causas de morte infantil por doenças preveníveis por vacina. No Brasil, entre 2023 e 2025, foram registrados 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil mortes. Entre crianças menores de 5 anos, foram 616 casos e 188 óbitos no mesmo período.

A principal diferença entre a Pneumo 20 e a Pneumo 10 está na quantidade de sorotipos cobertos. Enquanto a vacina anterior protegia contra dez tipos da bactéria, a nova versão amplia essa proteção para vinte. Especialistas em imunização avaliam que a ampliação é importante porque inclui sorotipos associados a casos graves, como os tipos 3, 6A e 19A.

Quem pode receber a Pneumo 20 pelo SUS?

A vacinação será oferecida para:

  • Crianças menores de 5 anos que ainda não completaram o esquema vacinal recomendado;
  • Indígenas com mais de 5 anos sem histórico de vacinação pneumocócica conjugada;
  • Idosos com 60 anos ou mais que estejam acamados ou institucionalizados;
  • Pessoas com condições clínicas especiais atendidas pela Rede de Imunobiológicos para Pessoas em Situações Especiais.

Pacientes com doenças crônicas, imunossupressão ou outras condições clínicas específicas devem seguir a orientação dos serviços de saúde de referência, já que algumas indicações dependem da avaliação conforme os critérios do programa de imunização.

Como fica o calendário durante a transição?

Enquanto ainda houver estoque da Pneumo 10, o esquema infantil será feito de forma combinada:

  • 2 meses: uma dose da Pneumo 20;
  • 4 meses: uma dose da Pneumo 10;
  • 12 meses: reforço com a Pneumo 20.

O reforço deve respeitar intervalo mínimo de 60 dias após a segunda dose. Após o fim dos estoques da Pneumo 10, o esquema infantil passará a ser realizado exclusivamente com a Pneumo 20.

As vacinas pneumocócicas 13-valente e 23-valente continuarão sendo usadas em situações específicas, conforme orientação do Ministério da Saúde e dos serviços de referência.

Quem já tomou Pneumo 10 precisa tomar Pneumo 20?

Depende do caso. Crianças que começaram o esquema com a Pneumo 10, mas ainda não completaram todas as doses, poderão concluir a vacinação com a Pneumo 20 durante o período de transição.

Já as crianças que receberam todo o esquema recomendado com a Pneumo 10 não têm indicação de dose adicional apenas por causa da chegada da nova vacina, exceto se fizerem parte de algum grupo com condição clínica especial atendido pelos serviços de referência.

A vacina é segura?

A Pneumo 20 utiliza tecnologia já conhecida na vacinação contra o pneumococo e era aplicada anteriormente na rede privada. Segundo orientações de saúde, as reações mais comuns costumam ser leves e temporárias.

Entre os efeitos esperados estão dor, vermelhidão ou inchaço no local da aplicação, além de febre, sonolência, irritabilidade, cansaço ou mal-estar nos primeiros dias após a vacinação. Reações graves são consideradas raras.

Pais e responsáveis devem procurar a unidade básica de saúde mais próxima para verificar a disponibilidade da vacina e conferir a situação da caderneta de vacinação da criança.


FONTE: O Liberal
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