O Pará chegou a 93,5% dos domicílios com acesso à internet em 2025, segundo dados do IBGE. O percentual representa cerca de 2,6 milhões de residências conectadas no estado e aproxima o Pará da média nacional, que alcançou 95%.
O crescimento é expressivo quando comparado a 2016, quando apenas 61,1% dos lares paraenses tinham acesso à rede. O avanço acompanha uma mudança no perfil de conectividade das famílias, com o celular consolidado como principal meio de acesso à internet. Em 2025, o smartphone estava presente em 96,6% dos domicílios do Pará, enquanto computadores ou tablets apareciam em apenas 25,1%.
A pesquisa também mostra transformação no consumo de conteúdo. As Smart TVs ganharam espaço, o streaming chegou a 35,8% dos lares com TV e a TV por assinatura caiu para 14,8%. Já a televisão aberta, embora ainda presente na maioria dos domicílios com TV, registrou recuo em relação aos anos anteriores.
Outros equipamentos tradicionais também perderam força. O telefone fixo caiu para 1,6% dos lares, e o rádio passou a estar presente em 38,3% das residências paraenses. O levantamento ainda aponta avanço dos dispositivos de casa inteligente, que chegaram a 12,9% dos domicílios no estado.
O Pará alcançou 93,5% dos domicílios com acesso à internet em 2025, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O percentual representa cerca de 2,6 milhões de residências conectadas no estado e mostra o avanço da inclusão digital entre os paraenses nos últimos anos.
O resultado aproxima o Pará da média nacional, que chegou a 95% dos domicílios com internet. Em 2016, o estado tinha 61,1% dos lares conectados, o que indica um crescimento expressivo em menos de uma década.
No Brasil, o acesso também avançou de forma consistente. O percentual de domicílios com internet passou de 70,8% em 2016 para 95% em 2025, alcançando aproximadamente 76 milhões de residências conectadas.
A expansão foi impulsionada por mudanças no comportamento das famílias e pela maior dependência de serviços digitais. Segundo o levantamento, o período entre 2019 e 2021 teve crescimento relevante no número de domicílios conectados, movimento influenciado pelo aumento do ensino remoto, do teletrabalho e da necessidade de acesso a serviços online durante a pandemia de covid-19.
Apesar do avanço no acesso à rede, a pesquisa também mostra uma mudança no tipo de equipamento usado dentro de casa. A presença de computadores e tablets nos lares paraenses segue bem menor que a de celulares, indicando que o smartphone se tornou o principal dispositivo de conexão para boa parte da população.
Em 2025, o telefone celular estava presente em 96,6% dos domicílios do Pará, o equivalente a cerca de 2,7 milhões de residências. Já computadores ou tablets estavam em apenas 25,1% dos lares, aproximadamente 715 mil domicílios.
O dado reforça uma tendência nacional: a internet está cada vez mais presente, mas o acesso ocorre principalmente por dispositivos móveis. Isso muda a forma como a população consome notícias, acessa serviços públicos, estuda, trabalha e se comunica.
As Smart TVs também ganharam espaço como equipamento de acesso à internet. No Pará, os televisores de tela fina, como modelos LED, LCD e Smart TVs, passaram de 45,5% dos lares em 2016 para 95% em 2025 entre os domicílios com televisão. No mesmo período, os televisores de tubo praticamente desapareceram, caindo de 45,1% para 4,4%.
A pesquisa aponta ainda mudanças no consumo de conteúdo audiovisual. Em 2025, o sinal de TV aberta chegava a 80,2% dos domicílios paraenses com televisão, abaixo dos 93,1% registrados em 2022. Já as plataformas de streaming estavam presentes em 35,8% dos lares com TV, cerca de 869 mil residências.
A TV por assinatura, por outro lado, perdeu espaço no estado. O serviço caiu de 19,2% dos domicílios em 2016 para 14,8% em 2025, indicando a migração gradual de parte dos consumidores para plataformas digitais sob demanda.
Mesmo com o crescimento da conectividade, o levantamento mostra que nem todos os indicadores avançaram no mesmo ritmo. A presença de televisão nos lares paraenses, por exemplo, caiu de 93% em 2016 para 87,2% em 2025. Em números absolutos, o estado tinha cerca de 2,4 milhões de residências com TV e aproximadamente 355 mil sem o equipamento.
Outro aparelho em retração é o rádio. A presença do equipamento nos domicílios do Pará caiu de 50% em 2022 para 38,3% em 2025, reduzindo o total de residências com rádio de cerca de 1,3 milhão para 1,1 milhão.
A telefonia fixa também perdeu relevância. Em 2016, 8,7% dos domicílios paraenses tinham telefone fixo. Em 2025, o percentual caiu para 1,6%, enquanto o celular se consolidou como principal ferramenta de comunicação.
O levantamento também mostra avanço, ainda moderado, dos dispositivos de casa inteligente no estado. Equipamentos como lâmpadas conectadas, câmeras, caixas de som e aparelhos de ar-condicionado com Wi-Fi estavam em 12,9% dos lares paraenses em 2025, acima dos 10,9% registrados em 2021.
Apesar do crescimento, o Pará ainda está abaixo da média nacional nesse indicador. No Brasil, a presença de dispositivos inteligentes subiu de 14,3% para 20,2% no mesmo período.
A PNAD Contínua TIC investigou, no quarto trimestre de 2025, temas como acesso à internet, televisão, telefone, microcomputador, tablet, rádio, posse de celular para uso pessoal e uso da rede por pessoas com 10 anos ou mais.
Os dados mostram que o Pará avançou de forma significativa na conectividade, mas ainda enfrenta desafios ligados à qualidade do acesso, desigualdade entre equipamentos disponíveis e ampliação do uso de tecnologias mais avançadas no ambiente doméstico.
Principais dados do Pará