Letras de barco e ofício dos abridores são reconhecidos como Patrimônio Imaterial do Pará

A Lei nº 11.627 foi sancionada pela governadora Hana Ghassan e publicada no Diário Oficial. Tradição que remonta a 1925, quando a Capitania dos Portos exigia identificação de embarcações, transformou-se em manifestação artística com traços únicos e cores vibrantes, transmitida entre gerações.

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Letras de barco e ofício dos abridores são reconhecidos como Patrimônio Imaterial do Pará
Foto: Divulgação
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As letras de barco e o ofício dos abridores de letras foram oficialmente reconhecidos como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Estado do Pará. A Lei nº 11.627, de autoria do deputado Bordalo, foi sancionada pela governadora Hana Ghassan e publicada no Diário Oficial nesta quarta-feira (1º de julho). A tradição surgiu por volta de 1925, quando a Capitania dos Portos passou a exigir a identificação das embarcações. Com o tempo, a necessidade funcional se transformou em uma expressão artística única, com traços característicos e cores vibrantes que homenageiam familiares, santos e elementos da natureza. A nova lei reforça ações de preservação, documentação e difusão da tradição, garantindo que esse saber, transmitido entre gerações, continue vivo e reconhecido como parte da identidade cultural paraense.

 

A arte que embeleza as embarcações amazônicas e o saber dos profissionais que a mantêm viva agora são oficialmente patrimônio cultural paraense. A Lei nº 11.627, que reconhece as letras de barco e o trabalho dos abridores de letras como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Estado, foi publicada no Diário Oficial nesta quarta-feira (1º de julho), após ser sancionada pela governadora Hana Ghassan.

O projeto, de autoria do deputado estadual Bordalo, foi aprovado pela Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) e agora se soma a outras iniciativas que valorizam expressões culturais populares que compõem a identidade histórica e artística da região.

O que são as letras de barco e quem são os abridores?

Os abridores de letra são artistas populares, em grande parte autodidatas, que desenvolveram técnicas próprias para pintar nomes, frases e ornamentos em barcos, além de muros e fachadas. O que começou como uma necessidade funcional, a exigência da Capitania dos Portos, por volta de 1925, para identificar embarcações, transformou-se, com o tempo, em uma manifestação artística única.

Com traços característicos, cores vibrantes e forte detalhamento, as letras de barcos carregam referências afetivas, religiosas e culturais. Os nomes frequentemente homenageiam familiares, santos e elementos da natureza, refletindo a relação das populações amazônicas com os rios. A tradição foi transmitida entre gerações e hoje é uma das expressões mais marcantes da identidade visual da região.

Objetivo da lei e preservação da memória

Com a nova legislação, o Estado busca reforçar ações de preservação, documentação e difusão da tradição, além de incentivar a transmissão do conhecimento às novas gerações.

A lei representa um marco para a valorização dos abridores de letras, cujo trabalho transcende a função prática e se consolidou como arte popular e memória viva da Amazônia ribeirinha. Agora, com o reconhecimento oficial, a prática ganha respaldo institucional para ser protegida e celebrada como parte do patrimônio cultural paraense.


FONTE: DOL
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