Vai comprar um eletrônico? Especialistas orientam a não esperar a Black Friday

Com aumento nos custos de componentes e reajustes anunciados por fabricantes, tendência é de alta nos preços nos próximos meses

Por
5 Min

Vai comprar um eletrônico? Especialistas orientam a não esperar a Black Friday
Cristino Martins / O Liberal
RESUMO Sem tempo? Leia o resumo gerado por nossa IA
Clique aqui para Ler o Resumo

Lojistas de Belém orientam consumidores a antecipar a compra de eletrônicos diante da tendência de aumento nos preços de produtos como notebooks, tablets, consoles, televisores e peças de informática. O alerta ocorre após reajustes anunciados por grandes empresas de tecnologia, em um cenário de alta nos custos de componentes como memória e armazenamento.

A pressão no mercado tem relação com o avanço da inteligência artificial, que elevou a demanda global por chips e insumos usados em data centers e equipamentos digitais. No varejo local, comerciantes afirmam que lojas com estoque formado previamente ainda conseguem manter preços competitivos, mas avaliam que os reajustes podem chegar com mais força a partir de agosto.

Consumidores que planejam comprar notebooks, tablets, consoles, televisores ou equipamentos de informática em Belém devem ficar atentos aos preços nas próximas semanas. Lojistas da capital paraense avaliam que o avanço dos reajustes no setor de tecnologia pode chegar com mais força ao varejo local a partir de agosto, pressionado pela alta nos custos de componentes eletrônicos usados na fabricação desses produtos.

O alerta ocorre em meio a aumentos anunciados por grandes empresas de tecnologia. A Apple reajustou valores de linhas como iPad e MacBook, enquanto a Microsoft informou alta nos preços de consoles Xbox. No comércio de Belém, a orientação de lojistas é que quem já tem a compra planejada evite esperar datas promocionais mais distantes, como a Black Friday, porque parte dos produtos pode ficar mais cara antes disso.

Segundo representantes do varejo de eletroeletrônicos, o movimento tem relação com a maior demanda mundial por memória, armazenamento e outros componentes usados em equipamentos digitais. A corrida por infraestrutura de inteligência artificial aumentou a procura por chips, o que afeta diretamente produtos como computadores, tablets, videogames e peças de reposição.

Em uma loja de eletroeletrônicos localizada em um shopping no bairro de Val de Cans, a gerente comercial Roberta Henriques avalia que o momento atual ainda pode ser favorável para consumidores que buscam preços mais competitivos. Segundo ela, empresas que conseguiram formar estoque com antecedência têm mais condições de segurar os repasses por um período, mas a tendência do mercado é de aumento nos próximos meses.

De acordo com a gerente, o impacto não se limita aos equipamentos prontos. Peças como memória RAM, unidades de armazenamento e outros insumos usados para montagem, manutenção ou melhoria de computadores também podem sofrer variações. Esses itens são procurados por consumidores que trabalham com mídias, estudantes, gamers e profissionais que precisam de máquinas com maior desempenho.

Nas lojas, a estratégia para atrair clientes tem envolvido promoções, descontos à vista e montagem de kits personalizados, de acordo com a necessidade de cada consumidor. Há opções de memória a partir de R$149, mas os valores podem chegar a R$3 mil, dependendo da capacidade e da finalidade do componente.

A memória RAM, por exemplo, é uma das peças mais observadas por quem procura desempenho. Em termos simples, ela funciona como uma área temporária de trabalho do computador, permitindo que programas, jogos, arquivos e abas abertas funcionem com mais agilidade. Quanto maior a capacidade, melhor tende a ser a resposta da máquina em tarefas simultâneas ou mais pesadas.

No varejo local, os notebooks aparecem entre os produtos mais buscados. Os preços variam conforme processador, memória, armazenamento, placa de vídeo e marca. Em média, modelos disponíveis em Belém podem ir de R$2.600 a R$10 mil, dependendo da configuração.

As televisões também têm ampla variação de preço. Modelos mais básicos podem ser encontrados a partir de R$ 1.099, enquanto aparelhos maiores e mais avançados, como TVs de 86 polegadas, podem chegar a R$ 8.499. Já os aparelhos de ar-condicionado partem de cerca de R$ 1.799, com valores maiores para equipamentos de alta potência.

Além dos preços, o comportamento de compra também mudou. Lojas de Belém têm apostado no modelo phygital, que combina atendimento presencial com canais digitais. Com isso, o consumidor pode visitar a loja física, comparar produtos, negociar pelo WhatsApp, acompanhar ofertas pelo Instagram e finalizar a compra por diferentes meios.

A busca por equipamentos também aumenta no período de férias escolares, quando famílias procuram computadores para estudo, lazer e jogos. O professor Sandro Falcão, por exemplo, esteve em uma loja de Belém com a filha, Vitória Caroline, de 12 anos, para pesquisar um computador que servisse tanto para atividades escolares quanto para games.

Segundo o professor, a família chegou ao local com expectativa de gastar entre R$ 3 mil e R$ 4 mil, mas encontrou configurações próximas de R$ 6 mil, o que levou os pais a reavaliar itens como monitor e acessórios para tentar ajustar o valor final da compra.

A estudante procurava uma máquina com bom processador e capacidade suficiente para rodar jogos como Roblox, Valorant e Fortnite, além de atender às demandas escolares. O computador deve ser presente de aniversário da adolescente, que completa 13 anos em julho.

Para consumidores que pretendem comprar eletrônicos, a recomendação dos lojistas é comparar preços, verificar a configuração real dos equipamentos e avaliar se o produto atende à necessidade de uso. Em compras parceladas, também é importante observar o valor final com juros e não apenas o preço anunciado.

A tendência de alta ainda pode variar conforme estoque, marca, categoria e política de cada loja. Mesmo assim, comerciantes do setor avaliam que a antecipação da compra pode ajudar quem já havia planejado adquirir eletrônicos nos próximos meses.

Média de preços em Belém

Notebooks: de R$ 2.600 a R$ 10 mil
Televisões: de R$ 1.099 a R$ 8.499
Ar-condicionado: a partir de R$ 1.799
Memórias e componentes: de R$ 149 a R$ 3 mil, conforme capacidade e modelo

O que observar antes de comprar

  • Finalidade do produto: estudo, trabalho, jogos, edição de vídeo ou uso básico.
  • Memória RAM: influencia no desempenho em multitarefas e programas pesados.
  • Armazenamento: define o espaço para arquivos, aplicativos e jogos.
  • Processador: afeta velocidade e capacidade de resposta.
  • Forma de pagamento: confira desconto à vista, parcelamento e juros.
  • Garantia e assistência: verifique prazo, cobertura e suporte da loja ou fabricante.


FONTE: O Liberal
Tags »
Notícias Relacionadas »