O Museu das Amazônias (MAZ) inicia, a partir de 10 de julho, uma programação especial de férias com atividades gratuitas voltadas para crianças, jovens e adultos, em Belém. Ao longo do mês, o público poderá participar de rodas de conversa, oficinas, experiências educativas, brincadeiras tradicionais, jogos indígenas e apresentações culturais que valorizam a diversidade dos povos e dos saberes amazônicos.
A programação começa com o Vivências MAZ – Amazônias no Plural, que reúne lideranças, artesãs e representantes de comunidades para discutir o protagonismo feminino, os conhecimentos tradicionais e a bioeconomia. No mesmo dia, haverá uma oficina prática de biojoias utilizando sementes e fibras naturais.
Durante os domingos de julho, o Roteirinho do MAZ promoverá atividades voltadas principalmente ao público infantojuvenil, como a Pescaria do Saber, o Circuito Brincante e a oficina Adugo, inspirada em um tradicional jogo indígena. O encerramento será no dia 31 de julho, com uma oficina de lambada e ritmos latinos, seguida de programação musical.
As férias escolares de julho serão uma oportunidade para crianças, jovens e adultos mergulharem na diversidade cultural, ambiental e social da Amazônia. A partir desta sexta-feira, 10 de julho, o Museu das Amazônias (MAZ) inicia uma programação gratuita com rodas de conversa, oficinas, atividades lúdicas e experiências educativas voltadas para diferentes públicos, em Belém.
A agenda faz parte do MAZ em Movimento, programa que mantém o museu em atividade durante o período de implantação de suas novas exposições. A proposta é promover encontros entre cultura, ciência, educação, sustentabilidade e saberes amazônicos, aproximando o público das múltiplas identidades que formam a região.
A abertura da programação acontece com mais uma edição do Vivências MAZ, iniciativa que promove experiências formativas sobre territórios, culturas e modos de vida amazônicos. Neste mês, o tema será “Amazônias no Plural”, com foco na diversidade de povos, conhecimentos, memórias e formas de existir na região.
Às 14h, será realizada a roda de conversa “Mulheres Amazônicas: tradição, criação e bioeconomia”, reunindo lideranças e representantes de diferentes territórios para discutir o protagonismo feminino na preservação dos conhecimentos tradicionais, na valorização do artesanato e na construção de uma bioeconomia conectada à geração de renda, à conservação ambiental e ao fortalecimento da cultura amazônica.
Participam do debate o Coletivo Shipibas Muralistas, da etnia Shipibo-Konibo, do Peru, que integra a exposição de longa duração do MAZ em montagem; a artesã de biojoias e moradora da Ilha do Combu, Silvia Rosa; e a produtora cultural e liderança comunitária marajoara Cilene Andrade. A mediação será de Jomara Santos.
O encontro também deve refletir sobre o papel das instituições culturais na valorização das narrativas amazônicas. A proposta é discutir como museus, centros culturais e espaços educativos podem contribuir para ampliar a visibilidade de saberes que historicamente foram preservados por mulheres, comunidades tradicionais e povos originários.
Na sequência, das 16h às 18h, o público poderá participar da Oficina de Biojoias, ministrada por Silvia Rosa. A atividade apresentará técnicas tradicionais de produção de biojoias utilizando sementes, fibras e outros elementos naturais, evidenciando como os conhecimentos ancestrais das comunidades ribeirinhas contribuem para fortalecer a bioeconomia, a economia criativa e a preservação dos saberes amazônicos.
Ao longo do mês, a programação segue sempre aos domingos com atividades do Roteirinho do MAZ, voltadas principalmente ao público infantojuvenil. As oficinas utilizam brincadeiras, jogos tradicionais e experiências interativas para apresentar conhecimentos dos povos originários e estimular a relação das crianças com a cultura, a memória e a natureza amazônicas.
No domingo, 12 de julho, será realizada a atividade “Pescaria do Saber”, das 16h às 18h. Inspirada na pesca, a proposta apresenta conhecimentos de diferentes povos indígenas da Amazônia e convida o público a refletir sobre a relação entre território, natureza e saberes tradicionais.
No dia 19 de julho, também das 16h às 18h, a programação traz o “Circuito Brincante: Brincadeiras Populares”, voltado ao público infantil. A atividade propõe um circuito de jogos e brincadeiras tradicionais, promovendo o resgate da memória do brincar e incentivando a valorização dos conhecimentos ancestrais por meio de experiências coletivas.
Já no dia 26 de julho, o Roteirinho do MAZ apresenta “Adugo: Brincando com Saberes Indígenas”, oficina baseada em um tradicional jogo indígena. A atividade trabalha os significados da onça nas cosmologias indígenas e estimula o pensamento estratégico, a convivência e o respeito aos saberes tradicionais.
O encerramento da programação de férias acontece no dia 31 de julho, com a Oficina de Lambada – Ritmos Latinos, conduzida por Rodrigo de Barros, das 17h às 18h. A atividade apresentará passos básicos da lambada e de ritmos latinos, convidando o público a celebrar a dança e a cultura amazônica. A oficina antecede a programação musical Férias/Latinidades, realizada a partir das 18h.
Segundo a gerente técnica do Museu das Amazônias, Camila Costa, a programação busca criar espaços de encontro, diálogo e aprendizagem para públicos de diferentes idades.
“É uma oportunidade de aproximar o público das diferentes narrativas que ajudam a construir este território tão diverso”, pontua Camila Costa.
Com atividades gratuitas e abertas ao público, a agenda de férias reforça o papel do MAZ como espaço de escuta, formação e valorização das Amazônias. Ao reunir mulheres amazônicas, biojoias, brincadeiras populares, jogos indígenas, dança e experiências educativas, o museu propõe uma programação que une aprendizagem, memória, diversão e pertencimento.
Mais do que ocupar o período das férias escolares, a iniciativa busca aproximar famílias, crianças e jovens de temas essenciais para compreender a Amazônia contemporânea. A programação mostra que a região não pode ser vista de forma única, mas como um território plural, formado por diferentes povos, línguas, expressões culturais, práticas de cuidado, modos de vida e relações com a natureza.
Horário: 14h às 15h30
Público: livre
Roda de conversa “Mulheres Amazônicas: tradição, criação e bioeconomia”, com debate sobre protagonismo feminino, preservação dos conhecimentos tradicionais, artesanato, geração de renda e valorização dos territórios amazônicos.
Horário: 16h às 18h
Público: livre
Oficina prática sobre produção de biojoias com sementes, fibras e elementos naturais, valorizando técnicas ancestrais, bioeconomia e economia criativa amazônica.
Horário: 16h às 18h
Público: infantojuvenil
Atividade lúdica inspirada na pesca para apresentar conhecimentos de diferentes povos indígenas da Amazônia e estimular reflexões sobre saberes tradicionais e natureza.
Horário: 16h às 18h
Público: infantil
Circuito de jogos e brincadeiras tradicionais, com foco na memória do brincar e na valorização de conhecimentos ancestrais.
Horário: 16h às 18h
Público: infantil
Oficina baseada no jogo indígena Adugo, com reflexões sobre a onça nas cosmologias indígenas e estímulo ao pensamento estratégico.
Horário: 17h às 18h
Público: geral
Oficina conduzida por Rodrigo de Barros, com passos básicos de lambada e ritmos latinos. A atividade antecede a programação musical Férias/Latinidades, a partir das 18h.