Pesquisa BTG/Nexus: Lula lidera 1º turno, mas empata no limite com Flávio

Novo levantamento mostra Lula com 40% e Flávio Bolsonaro com 34% no primeiro turno. Disputa afunila no segundo turno com empate técnico de 47% a 44%.

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Pesquisa BTG/Nexus: Lula lidera 1º turno, mas empata no limite com Flávio
Créditos das fotos: reprodução de imagens da internet

O cenário político para a eleição presidencial de 2026 continua sendo um teste para cardíacos. Se a disputa fosse uma campanha de RPG de mesa, poderíamos dizer que os jogadores estão lançando os dados no limite, e o boss final será decidido nos detalhes de quem tiver a melhor estratégia. Divulgada nesta segunda-feira (13), a 6ª rodada da pesquisa BTG/Nexus reafirma a polarização cristalizada no país: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera o primeiro turno com 40% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) mantém 34%.

No universo da análise de dados, a aparente calmaria esconde uma oscilação importante. No levantamento anterior, do final de junho, o atual presidente marcava 42% — uma oscilação negativa de dois pontos percentuais, caindo justamente no limite da margem de erro. Flávio, por sua vez, ficou estagnado nos mesmos 34%. O pelotão de trás segue lutando para alcançar os dois dígitos: Ronaldo Caiado (PSD) lidera a chamada 'terceira via' com 5%, seguido por Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo), ambos com 4%. Nomes como Joaquim Barbosa (DC) e Augusto Cury (Avante) pontuam com 2%, e Aécio Neves (PSDB) surge com 1%. Brancos e nulos somam 6%, enquanto os indecisos são 3%.

Mas é na simulação de segundo turno que o enredo ganha contornos de um verdadeiro thriller político. Lula e Flávio Bolsonaro encontram-se em um empate técnico, com 47% contra 44%, respectivamente. A diferença de três pontos cravou exatamente a mesma marca da pesquisa passada. O fato é que as duas maiores forças políticas do país possuem bases eleitorais consolidadas e tetos muito claros.

O 'plot twist' nas mãos dos independentes

Com os polos blindados, a eleição vai ser definida por aquele eleitorado que não veste a camisa do lulismo nem do bolsonarismo. Esse terço dos eleitores, que reage menos a discursos ideológicos inflamados e muito mais a dores reais — como inflação, emprego e segurança pública —, tornou-se o grande alvo das campanhas.

E, convenhamos, olhando sob uma perspectiva social mais atenta, quem mais sente o peso das contas no supermercado e o medo da violência nas ruas somos nós, mulheres. Muitas vezes chefiando sozinhas grande parte das famílias brasileiras, acabamos funcionando como o fiel da balança nas decisões eleitorais que afetam diretamente o nosso orçamento e a nossa qualidade de vida. Sem avançar com propostas concretas para esse grupo moderado e prático, a vitória fica fora de alcance para ambos os lados.

Além do embate principal, o instituto testou o desempenho do atual presidente contra outros nomes da oposição em cenários de segundo turno, onde o petista respira com um pouco mais de folga: venceria Romeu Zema por 47% a 40%, derrotaria Caiado por 47% a 38% e superaria Renan Santos por 49% a 35%.

Serviço da pesquisa

Para os que acompanham a precisão dos números, o levantamento BTG/Nexus possui a seguinte metodologia: o instituto ouviu 2.003 eleitores com 16 anos ou mais, via contato telefônico, em todas as 27 unidades da Federação, entre os dias 10 e 12 de julho de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O estudo encontra-se devidamente registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-07981/2026.

Por Thaís Raquel de Moraes para o Portal Belém.


FONTE: BTG/Nexus / com informações de O Liberal
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