Pará registra mais de 6 mil crimes virtuais contra a Geração Z em 2026

Jovens de até 29 anos lideram as estatísticas de vítimas de golpes digitais no estado, segundo a Segup

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Pará registra mais de 6 mil crimes virtuais contra a Geração Z em 2026
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O Pará registrou 6.246 crimes virtuais contra pessoas de até 29 anos entre janeiro e junho de 2026, segundo dados da Segup. O número mostra que a chamada Geração Z, formada por jovens que cresceram conectados, também está entre os principais alvos de golpes digitais.

Em 2024, foram 13.211 ocorrências contra esse público. Em 2025, o total chegou a 13.620 casos. Os crimes mais frequentes incluem estelionato, tentativa de estelionato, falsidade ideológica, fraude eletrônica e invasão de dispositivo informático.

Segundo a Polícia Civil, jovens de 20 a 29 anos são vítimas frequentes de falsos anúncios, especialmente pela exposição a propagandas em redes sociais, jogos online e plataformas digitais. Criminosos costumam criar falsa relação de confiança e pedir pagamento antecipado por produtos que nunca serão entregues.

O Procon Pará também registrou 1.044 reclamações relacionadas a compras e contratações pela internet entre janeiro de 2025 e maio de 2026. Serviços financeiros, varejo, telecomunicações, telefonia, informática e eletrônicos estão entre os setores com mais queixas.

A orientação é desconfiar de ofertas suspeitas, não compartilhar dados pessoais, usar senhas fortes, ativar autenticação em dois fatores e registrar boletim de ocorrência em caso de golpe.

O Pará registrou 6.246 crimes virtuais contra vítimas de até 29 anos entre janeiro e junho de 2026, segundo dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup). O número chama atenção para a vulnerabilidade da chamada Geração Z, formada por jovens que cresceram conectados à internet, redes sociais, aplicativos e celulares.

Ao contrário da percepção comum de que idosos são sempre os principais alvos de fraudes digitais, levantamentos recentes apontam que os jovens também estão entre os grupos mais expostos a golpes na internet. A combinação de uso intenso das redes sociais, compras online, jogos digitais, aplicativos financeiros e respostas rápidas a mensagens aumenta o risco de cair em armadilhas.

No Pará, os registros de crimes virtuais contra pessoas de até 29 anos chegaram a 13.211 ocorrências em 2024. Em 2025, o total subiu para 13.620 casos. Já no primeiro semestre de 2026, foram contabilizadas mais de 6 mil ocorrências, indicando que o problema segue em ritmo elevado.

Entre os crimes mais recorrentes estão estelionato, tentativa de estelionato, falsidade ideológica, invasão de dispositivo informático, fraude eletrônica e divulgação de informações falsas ou enganosas sobre produtos. De acordo com a Segup, os golpes digitais ligados a estelionato lideram os registros no estado.

Somente os casos de estelionato e tentativa de estelionato somaram 4.816 ocorrências em 2024, 4.693 em 2025 e 1.973 no primeiro semestre de 2026. A modalidade inclui golpes aplicados por mensagens, anúncios falsos, perfis fraudulentos, ligações e plataformas digitais.

A Polícia Civil do Pará aponta que jovens de 20 a 29 anos aparecem com frequência entre as vítimas de golpes virtuais, especialmente em casos de falsos anúncios. A exposição constante a propagandas em redes sociais, jogos online e plataformas de compra e venda facilita a atuação de criminosos.

Segundo a corporação, os golpistas costumam criar uma falsa relação de confiança com a vítima e, depois, exigem pagamentos antecipados por produtos ou serviços que nunca serão entregues. Em muitos casos, a fraude acontece em dias úteis, pela manhã ou à tarde, quando as vítimas dividem a atenção entre trabalho, estudo e comunicação rápida nas redes.

A orientação das autoridades é desconfiar de ofertas com vantagens desproporcionais, preços muito abaixo do mercado, pressão para pagamento imediato ou mensagens que criem senso de urgência. Antes de qualquer transação, o consumidor deve verificar a procedência do vendedor, pesquisar avaliações e evitar pagamentos fora de plataformas seguras.

O prejuízo financeiro também preocupa. Relatório de tendências de fraude da TransUnion aponta que fraudes virtuais no Brasil podem gerar perdas médias superiores a R$ 10 mil por pessoa, dependendo do tipo de golpe e do método utilizado para a transferência.

Em casos de transferência por Pix, a Polícia Civil orienta que a vítima acione imediatamente o banco para tentar o bloqueio do valor por meio do Mecanismo Especial de Devolução (MED). O procedimento pode aumentar as chances de recuperação, mas depende da rapidez da comunicação e das condições da transação.

Também é fundamental registrar um Boletim de Ocorrência e preservar provas, como capturas de tela de conversas, perfis usados pelos criminosos, dados bancários do recebedor, comprovantes de pagamento, links e anúncios fraudulentos.

Além das ocorrências policiais, os golpes e problemas em compras online também aparecem nas reclamações de consumo. O Procon Pará informou que, entre janeiro de 2025 e maio de 2026, compras e contratações pela internet geraram 1.044 reclamações no estado.

Entre os segmentos com mais registros estão serviços financeiros, com 335 reclamações; varejo, com 169; telecomunicações, com 98; produtos de telefonia e informática, com 95; e eletrodomésticos e eletrônicos, com 85.

Na análise do Procon, os principais problemas envolvem cartões de crédito, débito e cartões de loja, cursos contratados pela internet, contas bancárias, descumprimento de ofertas, publicidade enganosa, dificuldade para obter reembolso e atraso ou não entrega de produtos.

Especialistas em segurança digital reforçam que a familiaridade com tecnologia não significa proteção automática. Mesmo nativos digitais podem cair em golpes quando há excesso de confiança, pressa, baixa checagem de informações ou reutilização de senhas em diferentes aplicativos.

A recomendação é adotar medidas simples, como usar senhas diferentes, ativar autenticação em dois fatores, evitar clicar em links desconhecidos, desconfiar de contatos que peçam códigos de segurança e nunca compartilhar dados pessoais ou bancários por mensagem.

  • Principais golpes digitais

Falsos anúncios
Criminosos divulgam produtos com preços atrativos, criam urgência para o pagamento e desaparecem após receber o valor.

Número mascarado
Golpistas ligam usando ferramentas que simulam o número de bancos ou centrais de atendimento para tentar obter senhas, códigos e dados pessoais.

Invasão de contas
Criminosos usam senhas vazadas ou repetidas para acessar e-mails, redes sociais, aplicativos e contas bancárias.

Conta laranja
A vítima é convencida a “emprestar” a conta bancária para receber dinheiro. A prática pode envolver recursos de golpes e gerar responsabilização criminal.

Fraude eletrônica
Inclui transações feitas por engano induzido, links falsos, páginas clonadas e golpes em aplicativos financeiros.


FONTE: O Liberal
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