A Prefeitura de Belém iniciou uma força-tarefa na Praça Batista Campos para reduzir a concentração de garças no local. As medidas incluem lavagem diária da praça, ações de educação ambiental com comerciantes e frequentadores, e manejo das tilápias nos lagos — principal fonte de alimento das aves. A orientação é que a população não toque nos animais e acione a Guarda Municipal (153) ou o Batalhão de Polícia Ambiental (190) caso encontre aves feridas ou mortas. O plano emergencial também prevê a retirada dos peixes e o atendimento a animais feridos. O Ibama ressaltou que qualquer intervenção na população de garças depende de diagnóstico técnico apresentado pelo município.
A Prefeitura de Belém deu início, nesta terça-feira (14), a uma força-tarefa na Praça Batista Campos com o objetivo de reduzir a grande concentração de garças que tem incomodado frequentadores e comerciantes da região. As medidas incluem a lavagem diária do local, ações de educação ambiental e o manejo de espécies que servem de alimento para as aves.
A limpeza da praça, realizada pela Secretaria Municipal de Zeladoria e Conservação Urbana (Sezel), será feita diariamente, por tempo indeterminado. Segundo o órgão, a lavagem elimina o odor causado pelos dejetos das aves, o que pode desestimular a permanência delas no espaço.
Em paralelo, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) realiza, até sexta-feira (17), uma ação de educação ambiental. As equipes orientam comerciantes e frequentadores sobre como agir ao encontrar aves feridas ou mortas e distribuem material informativo. A recomendação é que a população não toque nem remova os animais, e que acione a Guarda Municipal (153) ou o Batalhão de Polícia Ambiental (190).
Segundo a diretora do Bosque Rodrigues Alves, Ellen Eguchi, a concentração de garças na praça foi favorecida por dois fatores principais: a presença de árvores de grande porte, que oferecem abrigo, e a proliferação de tilápias nos lagos, principal fonte de alimento das aves. O plano emergencial também prevê a retirada desses peixes, além do atendimento a animais feridos e da remoção dos que forem encontrados mortos.
Ellen Eguchi afirmou que parte das mortes registradas faz parte da dinâmica natural da espécie, mas que a grande concentração de garças tornou esses episódios mais frequentes aos olhos da população.
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou, à época, que não há estudos ou ações de manejo em andamento para a população de garças da praça e ressaltou que qualquer intervenção depende de diagnóstico técnico elaborado por profissionais habilitados e apresentado pelo município ao órgão ambiental competente.