Operação Extractio II destrói 45 acampamentos de garimpo ilegal e inutiliza escavadeiras em áreas protegidas do Pará

Ação integrada entre PF, ICMBio, Ibama, Força Nacional e PM ocorreu entre 14 e 17 de julho na APA do Igarapé Gelado (Parauapebas) e em Canaã dos Carajás. Foram inutilizadas cinco escavadeiras hidráulicas, mais de 3 mil litros de combustível e 45 acampamentos clandestinos. Em Canaã, foram desativados oito poços de extração ilegal de cobre.

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Operação Extractio II destrói 45 acampamentos de garimpo ilegal e inutiliza escavadeiras em áreas protegidas
Foto: Divulgação
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A Operação Extractio II, realizada entre os dias 14 e 17 de julho no sudeste do Pará, destruiu 45 acampamentos clandestinos de garimpo ilegal na APA do Igarapé Gelado (Parauapebas) e em Canaã dos Carajás. A ação integrada da Polícia Federal, ICMBio, Ibama, Força Nacional e Polícia Militar inutilizou cinco escavadeiras hidráulicas, 3 mil litros de combustível, 20 motores estacionários, 8 poços de extração de cobre, 2 britadores e cerca de 3 m³ de madeira da espécie castanheira, uma árvore protegida por lei. Foram apreendidos ainda um caminhão-prancha, uma escavadeira e um transformador de energia. A destruição dos bens seguiu protocolos legais de segurança ambiental. As investigações prosseguem para identificar os responsáveis pela exploração ilegal.

 

Uma operação integrada de combate ao crime ambiental no sudeste do Pará resultou na destruição de 45 acampamentos clandestinos usados para garimpo ilegal de ouro e cobre na Área de Proteção Ambiental (APA) do Igarapé Gelado, em Parauapebas, e em Canaã dos Carajás. O balanço da operação, batizada de "Extractio II", foi divulgado pela Polícia Federal (PF) nesta segunda-feira (20).

A ação ocorreu entre os dias 14 e 17 de julho e contou com a participação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Força Nacional e da Polícia Militar.

Além dos acampamentos, os agentes inutilizaram cinco escavadeiras hidráulicas e mais de 3 mil litros de combustível que abasteciam as operações ilegais. A estratégia adotada foi neutralizar os equipamentos de alto valor financeiro e as bases de apoio diretamente nas frentes de extração, inviabilizando a continuidade da exploração mineral clandestina.

Apreensões e destruições em Parauapebas

Na região da APA do Igarapé Gelado e nas proximidades da Vila Sansão, em Parauapebas, foram contabilizados:

· 42 acampamentos clandestinos destruídos

· 20 motores estacionários inutilizados

· 4 escavadeiras hidráulicas inutilizadas e 1 apreendida

· 2.100 litros de combustível descartados (2.000 litros de diesel e 100 de gasolina)

· 1 caminhão-prancha apreendido

· 4 motocicletas (3 inutilizadas e 1 apreendida)

· 10 armas brancas e 1 arma de fogo destruídas, além de 3 munições apreendidas

· Cerca de 200 gramas de maconha incineradas

Apreensões e destruições em Canaã dos Carajás

Na segunda fase da operação, o alvo foi a extração clandestina de cobre. Em Canaã dos Carajás, os agentes desarticularam estruturas de lavra profunda, resultando em:

· 8 poços de extração de cobre desativados

· 3 acampamentos destruídos

· 2 britadores inutilizados no local

· 1 escavadeira hidráulica inutilizada e 1 apreendida (deixada sob condição de fiel depositário)

· 1.000 litros de óleo diesel inutilizados

· 2 transformadores trifásicos de energia apreendidos

· Cerca de 3 metros cúbicos de madeira da espécie castanheira (árvore protegida por lei, de corte proibido) destruídos

A destruição dos bens — como acampamentos, motores, combustíveis e escavadeiras — é uma medida legal adotada quando não há meios viáveis ou seguros de remoção do maquinário das florestas e áreas de preservação. Segundo a PF, a inutilização seguiu os protocolos de segurança ambiental aplicáveis.

A operação Extractio II reforça o esforço das autoridades no combate à mineração ilegal na Amazônia, que além de devastar o meio ambiente, financia outras atividades criminosas na região. As investigações continuam para identificar os responsáveis pela exploração ilegal e pelos danos ambientais causados.


FONTE: G1
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