Pará registra 115 focos de calor em uma semana e ocupa 5º lugar no ranking nacional de incêndios florestais

Dados do Ministério da Saúde, referentes ao período de 5 a 11 de julho, colocam o estado atrás de Tocantins, Mato Grosso, Bahia e Maranhão. Altamira lidera no Pará, com 30 focos. Informe integra o AdaptaSUS e orienta vigilância em saúde diante da fumaça e da seca provocada pelo El Niño.

Por
2 Min

Pará registra 115 focos de calor em uma semana e ocupa 5º lugar no ranking nacional de incêndios florestais
Foto: Divulgação
RESUMO Sem tempo? Leia o resumo gerado por nossa IA
Clique aqui para Ler o Resumo

O Pará registrou 115 focos de calor entre os dias 5 e 11 de julho, ocupando a 5ª posição no ranking nacional de incêndios florestais, segundo o Ministério da Saúde. O estado fica atrás de Tocantins, Mato Grosso, Bahia e Maranhão. Altamira aparece como o município paraense com maior número de focos (30). O monitoramento faz parte do AdaptaSUS, plano nacional de adaptação do setor saúde às mudanças climáticas, e tem como objetivo orientar equipes de vigilância e o SUS sobre os impactos da fumaça e da seca na saúde da população. O El Niño agrava o cenário, com estiagem e baixa umidade favorecendo a propagação do fogo.

 

O Pará está entre os 15 estados brasileiros com registro de focos de calor e risco de exposição à fumaça provocada por incêndios florestais. O dado consta no informe semanal Monitoramento de Incêndios Florestais para Vigilância em Saúde, divulgado nesta terça-feira (21) pelo Ministério da Saúde.

No período de 5 a 11 de julho, o país contabilizou 1.153 focos de calor. O Pará aparece na quinta posição do ranking nacional, com 115 registros, atrás de Tocantins (227 focos), Mato Grosso (181), Bahia (122) e Maranhão (119). Os municípios com maior número de focos foram Paranatinga (MT) com 57, Mateiros (TO) com 33, Altamira (PA) com 30, Lagoa da Confusão (TO) com 28, Guadalupe (PI) com 23 e Goiatins (TO) com 20.

O informe integra o AdaptaSUS, Plano Nacional de Adaptação do Setor Saúde às Mudanças Climáticas, e reúne dados sobre focos de calor, qualidade do ar e população potencialmente exposta à fumaça. O objetivo é orientar as equipes de vigilância em saúde e o Sistema Único de Saúde (SUS) diante dos impactos dos incêndios na saúde da população.

O monitoramento ocorre durante a atuação do El Niño, fenômeno climático que pode alterar os padrões de chuva e temperatura no país. Em algumas regiões, o fenômeno favorece períodos de estiagem, temperaturas elevadas e condições propícias à propagação de incêndios florestais, além de reduzir a umidade do ar e intensificar os efeitos da fumaça sobre a saúde.


FONTE: O Liberal
Tags »
Notícias Relacionadas »