Belém é a segunda cidade com maior taxa de roubos e furtos de celular do Brasil em 2025 entre municípios com mais de 100 mil habitantes. Os dados são do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
A capital paraense registrou taxa de 1.487 ocorrências por 100 mil habitantes, atrás apenas de São Luís, no Maranhão. Outros dois municípios paraenses também aparecem entre as 20 maiores taxas: Ananindeua, em 9º lugar, e Marituba, em 14º.
Em todo o país, foram registradas 792.284 ocorrências de roubo e furto de celular em 2025, queda de 7,7% em relação ao ano anterior. Os roubos caíram 18,6%, mas os furtos cresceram 0,9%.
O levantamento mostra que seis em cada dez celulares subtraídos no Brasil foram furtados, enquanto quatro em cada dez foram roubados. No Norte, o pico de registros ocorreu em outubro, período de maior circulação de pessoas em grandes eventos regionais, como o Círio de Nazaré.
Belém aparece como a segunda cidade com maior taxa de roubos e furtos de celulares do Brasil em 2025 entre os municípios com mais de 100 mil habitantes. Os dados são do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), e mostram que a capital paraense registrou taxa de 1.487 ocorrências por 100 mil habitantes.
O levantamento também coloca outros dois municípios da Região Metropolitana de Belém entre as 20 maiores taxas do país. Ananindeua ocupa a 9ª posição, com taxa de 979,5, enquanto Marituba aparece em 14º lugar, com 863,2 registros por 100 mil habitantes.
No ranking nacional, Belém fica atrás apenas de São Luís, no Maranhão, que lidera a lista com taxa de 1.517 ocorrências por 100 mil habitantes. Em terceiro lugar aparece São Paulo, com taxa de 1.390,5. Apesar de ficar na terceira colocação proporcional, a capital paulista concentra o maior volume absoluto de roubos e furtos de celulares do país.
A presença de três cidades paraenses entre as 20 maiores taxas chama atenção para a concentração do problema na Região Metropolitana. Segundo o Anuário, das 20 cidades listadas, oito estão no Nordeste, seis no Norte e seis no Sudeste.
O documento aponta que, em 2025, o Brasil registrou 792.284 ocorrências de roubo e furto de celular, o equivalente a uma taxa de 371,2 casos por 100 mil habitantes. O número representa queda de 7,7% em relação a 2024, quando foram contabilizadas 855.113 ocorrências.
Mesmo com a redução geral, o cenário continua preocupante. O celular se tornou um dos principais alvos da criminalidade urbana, tanto pelo valor do aparelho quanto pelo acesso a dados pessoais, contas bancárias, aplicativos e informações sensíveis das vítimas.
Quando os dados são separados por tipo de crime, os roubos de celulares tiveram queda mais acentuada. Em 2025, foram 308.723 roubos, contra 377.787 em 2024, uma redução de 18,6%. O roubo envolve violência ou ameaça contra a vítima.
Já os furtos tiveram movimento diferente. O país registrou 483.581 furtos de celular em 2025, contra 477.326 no ano anterior, alta de 0,9%. Nesse tipo de crime, o aparelho é levado sem abordagem direta ou ameaça explícita.
Com isso, o Anuário indica que seis em cada dez celulares subtraídos no Brasil foram levados por furto, enquanto quatro em cada dez foram roubados. A mudança reforça a necessidade de atenção em locais de grande circulação, festas, transporte público, feiras, áreas comerciais e eventos com aglomeração.
O levantamento também observou variações sazonais nas ocorrências. No Norte, a maior incidência aparece em outubro, período que pode estar relacionado ao aumento da circulação de pessoas durante grandes eventos regionais, como o Círio de Nazaré, em Belém.
A Região Nordeste teve picos de furtos nos meses de fevereiro, março e junho, períodos associados a pré-Carnaval, Carnaval e festas juninas. Já nas regiões Sul e Sudeste, os registros cresceram principalmente entre fevereiro e março.
No caso dos roubos, março aparece como mês de maior incidência em quase todas as regiões do país. A exceção é o Sul, onde os picos foram registrados em janeiro e julho, meses marcados por férias escolares.
A Redação Integrada de O Liberal informou que solicitou posicionamento da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Segup), da Polícia Civil e das prefeituras de Belém, Ananindeua e Marituba. Até a publicação da reportagem original, os retornos ainda eram aguardados.
Pará no ranking nacional
Três municípios paraenses aparecem entre as 20 maiores taxas de roubos e furtos de celular do Brasil em 2025.
Belém — 2º lugar, com taxa de 1.487,0
Ananindeua — 9º lugar, com taxa de 979,5
Marituba — 14º lugar, com taxa de 863,2
As taxas consideram o número de ocorrências para cada 100 mil habitantes em municípios com população superior a 100 mil pessoas.
Ranking das 20 maiores taxas
Cuidados em caso de roubo ou furto
Em caso de roubo ou furto de celular, a orientação é registrar boletim de ocorrência, bloquear o aparelho junto à operadora, alterar senhas de aplicativos e acionar ferramentas de segurança, como bloqueio remoto e comunicação aos bancos.
Também é importante evitar guardar senhas em blocos de notas, manter autenticação em duas etapas ativa e não reagir em situações de abordagem criminosa.