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16/05/2020 às 13h37min - Atualizada em 16/05/2020 às 13h37min

Projeto de extensão leva música para comunidades

Um dos objetivos é aproveitar, nesse ínterim, os mecanismos digitais para estimular a prática da educação musical

Wesley Lima/ Ascom CCSE
Com edição do belem.com.br
Todos os dados coletados durante esse período farão parte de uma pesquisa a ser divulgada posteriormente (Foto: Wesley Lima/ Ascom CCSE)
                 
A Universidade do Estado do Pará (Uepa), em Vigia de Nazaré, durante o período de isolamento e distanciamento social para o combate do COVID-19, promove o Projeto de Extensão Universitária “Educação Musical em tempos de isolamento social: experiências musicais no norte e sul do Brasil". 

 
O projeto é uma adaptação das atividades de extensão que foram idealizadas e são orientadas pelo professor doutor Augusto Souto. As práticas são desenvolvidas com auxílio de um grupo de 12 alunos do último ano do curso de Licenciatura Plena em Música do campus XVII na comunidade do Tujal, em Vigia, e na cidade de Canoas, no estado do Rio Grande do Sul. Além disso, há a participação de outras três pessoas da comunidade externa (tanto da localidade do Tujal quanto de Canoas). “Por conta dessa pandemia, apresentei para eles uma proposta de desenvolvermos as atividades remotamente”, disse o professor.
 
O projeto de educação universitária objetiva fazer a gravação de vídeos envolvendo crianças e adolescentes das comunidades atendidas em exercícios musicais, falar um pouco de produção e desenvolvimento musical. As postagens serão feitas semanalmente via página do Facebook e canal do YouTube @trilhossonoros.
 
As tarefas, que são registradas para serem posteriormente expostas, são elaboradas, repassadas via aplicativo, trabalhadas, filmadas e recebidas em vídeo pelo grupo responsável pela edição dentro do projeto de extensão.
 
Um dos objetivos é aproveitar, nesse ínterim, os mecanismos digitais para estimular que a prática da educação musical permaneça na rotina das comunidades e apresentar como a experiência do estudo da música pode mostrar-se tanto no norte quando no sul do Brasil. “Para nós também termos contato com essa multiplicidade de cenários sociais, de possibilidades musicais, regionalidades. E que eles (alunos) possam trabalhar e aperfeiçoar as suas práticas no que diz respeito a educação musical”, declarou.
 
Todos os dados coletados durante esse período farão parte de uma pesquisa a ser divulgada posteriormente sobre as práticas possíveis de educação musical em tempos de isolamento social.
 
Souto ressalta fortemente a importância e a necessidade de extensão tanto para a comunidade na qual se atua quanto na formação dos universitários que ali desenvolvem suas práticas. E asseverou o valor da participação e empenho dos alunos nos projetos. “É essa extensão que chega na comunidade e consegue transformá-la. Acho que é fundamental nós desenvolvermos cada vez mais (essas atividades)”, pontuou. 
 
O primeiro material já foi finalizado e está disponível aqui.
 
 

 
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