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07/07/2020 às 12h00min - Atualizada em 07/07/2020 às 12h00min

Chocolate: dose de saúde e sustentabilidade

Especialista da UNINASSAU indica vantagens de consumir pequenas porções diárias e incentiva o produto regional

Assessoria de Comunicação da Uninassau
Com edição do belem.com.br
O Dia Mundial do Chocolate (Chocolate Day) é celebrado em 7 de julho (Foto: Pixabay)
      
Quente, gelado, em barra ou creme. Qualquer combinação com chocolate é um alimento perfeito. Já foi considerado um produto nobre pelos incas, maias e astecas e intitulada como uma bebida dos deuses. Até hoje, cerca de 4 mil anos depois, o subproduto da amêndoa é um dos mais consumidos mundo à fora, em qualquer ocasião ou clima. Queridinho, o chocolate ganhou uma data mundial para celebrar a descoberta, 7 de julho, e reforça a importância do alto valor da semente.  
 
Com diferentes teores, a polpa e o pó do cacau são altamente estimulantes. Na composição, há carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e minerais, além de alcaloides - similares a cafeína e feniletilamina - capazes de estimular hormônios que liberam a sensação de bem-estar.  Muitos estudos já relacionam pequenas doses para estimular a qualidade do sono, da memória e até no funcionamento do intestino.
 
Os benefícios são muitos, segundo o tecnólogo de alimentos e professor do curso de nutrição da Faculdade UNINASSAU Belém, Hugo Rangel, principalmente com o chocolate meio amargo, acima de 60%. "A nível de organismo, o chocolate está relacionado a muitos benefícios, como por exemplo, a melhora da circulação. Isso deve-se principalmente a presença de antioxidantes, do grupo dos flavonoides. Com a melhora no fluxo sanguíneo, há reflexos diretamente no coração. O chocolate também ajuda no sistema nervoso, por ter substâncias muito similares as estruturas da cafeína e liberam hormônios como a serotonina, que estimulam prazer", disse.  
 
Na composição das barras, por exemplo, além da massa do cacau é adicionado açúcar e leite. Nos produtos mais naturais ou saudáveis, a concentração de cacau será maior e, por consequência, menos será preciso de outros aditivos. Muito se discute ainda sobre a quantidade que deve ser consumida. "Não existe um consenso sobre a quantidade, por que isso vai depender de diversas variáveis. O tipo de chocolate, a concentração de cacau, a quantidade de açúcar e de leite. Alguns estudos indicam o consumo de 30 gramas do produto. O que representaria uma barra pequena, com quatro quadradinhos", reforçou o docente.
 
Para as pessoas que fazem um controle alimentar ou possuem diabetes, o chocolate mais indicado seria o chocolate amargo. Mas eles podem ser substituídos pelo diet ou os que possuem adoçantes sintéticos, principalmente o aspartame, sacarina, ciclamato.

Hugo Rangel diz que é vantajoso optar ainda pelo uso do cacau da Amazônia. "As vantagens no ponto de vista funcional estão na presença de compostos ativos como os antioxidantes, principalmente da família dos flavonoides, que vão ajudar muito a saúde. No ponto de vista sustentável é o valor no mercado local. Esses produtores não desmatam. A produção é a partir de plantas nativas da floresta amazônica, não tem impacto negativo na natureza. Dessa forma, valoriza o pequeno produtor, consome-se um produto mais natural, orgânico, livre aditivo e outras substâncias encontradas nos industrializados", finaliza.
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