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21/07/2020 às 20h00min - Atualizada em 21/07/2020 às 20h00min

Pará terá a sua primeira colheita de algodão experimental

A expectativa é de que esta primeira colheita renda cerca de 250 arrobas por hectare

Equipe belem.com.br
Com edição do belem.com.br
A expectativa é de que, no ano que vem, a plantação aumenta para 500 hectares (Foto: acervo pessoal)
     
O Pará deverá ter, no final deste mês, a sua primeira colheita de algodão experimental, oriundo de uma fazenda no municípo de Santana do Araguaia, região sul do Estado. Segundo o produtor rural Marcos André Moscon, proprietário e administrador da fazenda Sol Nascente, a expectativa é de que esta primeira colheita renda cerca de 250 arrobas por hectare, o que é considerado um número muito positivo, por se tratar ainda do início do trabalho.

“Embora o Ministério da Agricultura (MAPA) tenha liberado para nós mil hectares para a plantação experimental, nós fizemos, inicialmente, em apenas 60 hectares, até por se tratar de um plantio caro. Mas, como está dando muito certo, para o ano que vem, já estamos prevendo aumentar para 500 hectares”, explicou.

O produtor rural mudou-se para a região por volta de 2015 e, inicialmente, começou a plantar arroz, soja e milho. Aos poucos, e com a ajuda das filhas e da família, surgiu a ideia de experimentar plantar algodão, projeto que só pode concretizado com uma liberação pelo MAPA, já que esse cultivo não é permitido no Estado do Pará.

“O MAPA já nos informou que o nosso plantio vai continuar, no ano que vem, sendo experimental e não comercial, já que a plantação comercial é proibida por vários motivos no Estado, incluindo a questão da preservação do bioma da Amazônia. Eles calculam que, em três anos, depois de analisar como a plantação se comporta, poderemos começar a estabelecer uma janela de plantio aqui no Estado”, ressaltou Moscon, informando que plantou oito variedades diferentes de algodão na sua terra.

Ele conta que o novo negócio teve início com a geração de novas vagas de emprego, pois cerca de 30 pessoas foram contratadas para ajudar com o início dos trabalhos.

“Como o algodão é uma commodity que requer muito cuidado, também necessitamos de gente com capacitação técnica e profissional, ou seja, a atividade gera não só emrpegos básicos mas vagas capacitadas também”, completa o empresário, que também atua em outras frentes na região, como uma fábrica de fertilizantes foliares e defensivos agrícolas.

“O Pará, sem dúvida, tem um potencial absurdo para o agronegócio; é a última fronteira agrícola legalizada no País, como eu costumo dizer. O agricultor tem tido um grande apoio para desenvolver cada vez mais o potencial da região, desde que tenha responsabilidade social e ambiental”, finalizou.


 
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