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11/08/2020 às 09h00min - Atualizada em 11/08/2020 às 09h00min

Mostra Ecofalante traz 98 filmes em programação on-line

Festival com foco em temas socioambientais começa nesta quarta (12)

Agência Brasil
Com edição do belem.com
Os filmes ficam disponíveis por períodos que variam de 24 horas a 10 dias. (Foto: Edison Sanches/Agência Brasil)
   
A mostra Ecofalante chega à 9ª edição com 98 filmes produzidos em 24 países. As sessões neste ano serão on-line e ocorrem entre 12 de agosto a 20 de setembro. Além do 
site oficial do Festival, o público poderá conferir a programação nos endereços eletrônicos do Videocamp e da SP Cince Play.

Com foco em temas socioambientais, os filmes ficam disponíveis por períodos que variam de 24 horas a 10 dias. Por isso, é preciso que o público se programe para aproveitar a mostra. Além das exibições, poderão ser vistas entrevistas com 10 diretores de peso internacional e serão promovidos ao menos 40 debates em universidades.

O diretor da Ecofalante, Chico Guariba, disse que tentou enxergar as dificuldades impostas pela pandemia de coronavírus como uma possibilidade para chegar a novos públicos. “Encaramos isso como uma oportunidade para fazer uma grande mostra digital. Vamos fazer um trabalho para atingir o Brasil inteiro, ampliar o público da mostra que só tinha acesso em São Paulo e nas itinerâncias”, comenta.

Trabalho e moradia

Entre os temas que têm força nas produções deste ano estão as questões ligadas ao trabalho e à moradia. “A nossa relação com o meio ambiente é através do trabalho. Você fica trancado em um ambiente por causa do trabalho. Metade da sua vida você passa trabalhando. É uma relação ambiental com a sua vida, o dia a dia, o grande link junto com moradia e a sociedade”, explica Guariba sobre como essas relações chegam às telas.

A mostra latino-americana traz oito filmes, em três as narrativas passam por questões ligadas ao trabalho. Em "Estou Me Guardando para Quando o Carnaval Chegar", dirigido por Marcelo Gomes, é retratada a cidade pernambucana de Toritama. Um pequeno município do interior onde todas as famílias se tornaram pequenas empresas que costuram calças jeans para grandes marcas. Classificados como empreendedores, eles não têm direitos trabalhistas, e trabalham dia e noite, aguardando ansiosamente o carnaval, praticamente único momento de lazer da comunidade.

No panorama internacional, a produção sueca "Push: Ordem de Despejo" se aprofunda nas repercussões causadas pela transformação do mercado de moradia em uma forma de lucro por grandes investidores. Dirigido por Fredrik Gertten, o filme acompanha o trabalho da relatora especial da Organização das Nações Unidas sobre o direito à moradia, Leilani Farha.

Histórias da floresta

A Amazônia aparece em dois longas-metragens. Em "Amazônia Sociedade Anônima", o diretor brasileiro Estêvão Ciavatta mostra a liderança do cacique Juarez Saw Munduruku, que une povos ribeirinhos e indígenas no combate às máfias de roubo de terra e desmatamento ilegal. O colombiano "Suspensão", de Simón Uribe, traz histórias ao redor de uma prepotente obra inacabada no meio da selva.
 

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