-
21/12/2020 às 08h00min - Atualizada em 21/12/2020 às 08h00min

Saiba como manter os cuidados com a alimentação dos bebês e crianças na ceia de Natal

Especialistas dão dicas para pratos natalinos mais saudáveis para os pequenos

Pró Saúde
Com edição do Belém.com.br
(Foto: iStock.com/svetikd)
   
A ceia de Natal é sinônimo de fartura e variedade de alimentos e bebidas, já que as famílias decoram a mesa com uma diversidade de pratos. Mas, no caso de bebês e crianças, é preciso estar atento aos tipos de refeições da ceia e aos males dos excessos durante essa data especial.
 
De acordo com Suellen Fernandes, pediatra do Hospital Materno-Infantil de Barcarena, existem cuidados e comidas mais adequadas para os pais introduzirem na alimentação dos bebês e crianças. Esses cuidados são importantes e ajudam a aproveitar melhor o período natalino com atenção a cada fase infantil.
 
"Na ceia de Natal, com tantas refeições os pais podem ter dificuldade em resistir e oferecer muitas comidas aos filhos. É preciso ter cuidado com a quantidade, também com os tipos de alimentos, horários das refeições e atenção aos ingredientes devido possíveis reações alérgicas", ressalta a especialista que atua pela Pró-Saúde na unidade.
 
Alimentação para recém-nascidos e bebês até 6 meses
 
De acordo com a profissional, para os bebês com menos de seis meses, o ideal é manter a amamentação exclusiva e por livre demanda, e evitar água ou chás misturados ao alimento, pois muda a composição do leite humano.
 
"O leite materno é o alimento mais completo que o bebê pode receber, pois garante todos os nutrientes que ele precisa. No caso de dificuldades no aleitamento materno a mãe deve procurar o pediatra antes de introduzir qualquer outra alimentação nessa idade", destaca Dra. Suellen.
 
Bebês de 6 meses até 2 anos
 
A alimentação, principalmente no primeiro ano, é fator determinante na saúde da criança e na formação da sua imunidade, segundo Simone Sakairi, nutricionista do HMIB. A profissional destaca que a amamentação continua, mas a introdução alimentar pode começar com alimentos pastosos e água.
 
"Para o Natal, papinhas de peru ou sopinha com chester desfiado é uma ótima sugestão, em quantidades pequenas, entre 100 a 200ml, mas é preciso ter atenção com os temperos, preferir in natura, e gorduras antes da preparação. E atenção aos sinais de fome do bebê devido o horário da ceia ser diferente do habitual", explica.
 
De acordo com a nutricionista, a partir de 1 ano pode ser acrescentada uma sobremesa ao prato do bebê, mas é preciso evitar o açúcar. "Com damasco, uva passa, ameixa e maçã por exemplo, os pais podem criar papinhas doces, saladas de frutas amassadas ou sucos. São alimentos ricos em vitaminas, fibras e minerais, e auxiliam no crescimento", afirma.
 
A partir de 2 anos
 
A nutricionista explica que essa fase de desenvolvimento humano é influenciada por fatores nutricionais e metabólicos, que contribuem para a saúde até na vida adulta. A criança desenvolve, ainda mais, a capacidade de selecionar os alimentos a partir de sabores, cores, experiências sensoriais e texturas.
 
"Podemos introduzir nessa idade as oleaginosas em pedaços pequenos, evitando riscos de engasgamento. Fazer um prato bem colorido com frutas diferenciadas, arroz colorido, salada triturada, uma proteína desfiada para auxiliar na mastigação e um suco, pois são alimentos com vitaminas, ferro, cálcio e demais nutrientes", indica.
 
Já Dra. Suellen acrescenta que a ceia do Natal pode trazer diversidade e criatividade para o momento da celebração. Além de compor uma relação dos nutrientes importantes para o desenvolvimento da criança, os pais podem garantir a diversão com a imaginação.
 
"Se por um lado os pais podem evitar refrigerantes, frituras, doces em excesso, conservantes, embutidos e enlatados, por outro lado, podem aproveitar legumes, verduras e frutas para criar desenhos e decorar os pratos para as crianças, aproveitando o colorido do Natal", destaca.
   
Link
Tags »
Notícias Relacionadas »
Comentários »
-

Com o aumento do número de casos e internações por covid-19 nos hospitais de Belém, você estaria de acordo com a adoção de ações mais rígidas para controlar um novo pico da doença na cidade?

63.0%
17.8%
19.1%