-
31/10/2019 às 11h20min - Atualizada em 31/10/2019 às 11h20min

Longa metragem paraense é exibido no Cinema Olympia

A trama é um road movie (filme de estrada) que se passa entre Belém e Salinas

Dedé Mesquita
Agência Belém
Keyla Gentil faz suas estreia no cinema. Ela é mais conhecida como cantora e integrou a banda paraense Gang do Eletro (Foto: Octávio Cardoso/Agência Belém)

O filme “Para Ter Onde Ir”, dirigido pela cineasta paraense Jorane Castro, começa a ser exibido no Cinema Olympia, a partir desta quinta-feira, dia 31, e fica em cartaz até a próxima quarta-feira, dia 6. As sessões de terça à sexta-feira são realizadas às 18h30, e aos sábados, domingos e feriados, às 16h30, com entrada gratuita.

"Para Ter Onde Ir" é o primeiro longa metragem paraense, depois do ciclo dos filmes longas dirigidos, aqui no Pará, pelo cineasta paulista, Líbero Luxardo. Como o último filme de Luxardo teve lançamento em 1974, o estado do Pará esperou mais de 40 anos para ter um filme de ficção, em longa metragem, para chamar de seu. O filme de Jorane, que começa a ser exibido no Olympia, é de 2016.

Na estrada - A trama é um road movie (filme de estrada) que se passa entre Belém e Salinas, na região nordeste e costeira do Pará, que se utiliza da chamada rota turística, que acompanha a antiga estrada de ferro entre Belém e Bragança, para contar uma história de mulheres fortes, independentes e muito convictas do que querem.  

Essa viagem nada tranquila de três mulheres, bastante diferentes, que são Eva (Lorena Lobato), uma agente de praticagem de barra, formal e cheia de incertezas; Melina (Ane Oliveira), que busca a liberdade e o amor e acredita no esoterismo da vida; e Keithylennye (Keyla Gentil), que lamenta ter abandonado a adorada carreira de cantora e dançarina de tecnobrega.

As três, que têm uma relação de amizade, visto que Eva e Melina são amigas há muito tempo e Keithylennye é a manicure de Eva, decidem ir a Salinas, cada uma delas, por um motivo diferente, mas que esperam ter naquela cidade costeira, às margens do oceano Atlântico, as respostas para os problemas que andam enfrentando.

No papel de Eva está a atriz e cantora paraense Lorena Lobato, que há muitos anos mora e trabalha em São Paulo (SP). Lorena tem no currículo filmes como “O Cheiro do Ralo”, de Heitor Dhalia, “Exilados do Vulcão”, de Paula Gaitán, e “Hotel Atlântico”, de Suzana Amaral, entre outros.

Por outro lado, Ane Oliveira e Keyla Gentil fazem suas estreias nas telas de cinema. Keyla é mais conhecida como cantora e integrou a banda paraense Gang do Eletro. Atualmente, ela continua na carreira solo, mas continua no segmento do tecnobrega.

Curiosidades - Seguindo o fluxo das personagens com seus afetos, sentimentos e memórias, “Para Ter Onde Ir” tem narrativa costurada pela trilha musical. Junto a antigas pérolas do cancioneiro brega paraense (“Amor, amor”, sucesso na voz do cantor Magno, e “Fim de Festa”, escrita pelo guitarrista Manoel Cordeiro que trabalhou com Beto Barbosa e Alípio Martins, entre outros), a seleção de músicas conta ainda com participações de Lia Sophia, Felipe Cordeiro, além de faixas originais, criadas por Pio Lobato.
O filme foi exibido no Festival de Cinema do Rio de Janeiro, em 2016, e também participou de vários festivais de cinema no Brasil e no exterior.

Segundo Jorane Castro, o filme, que foi gravado entre abril e maio de 2015, no Pará, contou com o apoio de 60 pessoas. Além disso, foram utilizados de dez a 15 carros e a equipe chegou a se deslocar 35 km da base em um único dia.

O título do filme, que originalmente se chamaria "Amores Líquidos", em uma referência aos tratados do teórico polonês  Zygmunt Bauman, passou a ser "Para Ter Onde Ir", fazendo uma homenagem direta ao poema "A Cabana", do escritor e poeta paraense Max Martins. 

Produzido pela Cabocla Filmes, de Belém, em coprodução com a REC Produtores Associados, de Recife (PE), “Para Ter Onde Ir” teve o incentivo do edital de Longa-Metragem de Baixo Orçamento (Longa BO), da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (SAv/MinC), e do Governo do Pará/Secretaria de Turismo.

Jorane é também diretora dos curtas “Mulheres Choradeiras”, “Ribeirinhos do Asfalto”, “Quando a Chuva Chegar”, e de documentários como “Invisíveis Prazeres Cotidianos”, “Belém, Cidade das Águas”, “Mulheres de Mamiaurá” e “Lugares de Afeto - A Fotografia de Luiz Braga”, entre outros.

Serviço: 
Exibição do filme “Para Ter Onde Ir”, direção de Jorane Castro, no Cine Olympia, de 31 de outubro a 6 de novembro. De terça à sexta-feira, às 18h30, e aos sábados, domingos e feriados, às 16h30. Entrada franca.

Link
Tags »
Notícias Relacionadas »
Comentários »
-

Qual ‘brega marcante’ mais representa esse ritmo musical em Belém?

9.9%
2.9%
2.6%
2.2%
4.7%
14.5%
1.5%
3.2%
1.1%
57.5%