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12/11/2019 às 10h26min - Atualizada em 12/11/2019 às 10h50min

As 6 dicas para uma melhor negociação do plano de saúde empresarial

Conhecer bem a utilização, o contrato, ter transparência e avaliar mudanças são algumas das orientações para obter um benefício sustentável

DINO
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O terceiro maior desejo da população é ter um convênio médico de qualidade para não se preocupar ainda mais em momentos delicados de tratamentos, internações e cirurgias. As empresas que oferecem esse benefício têm diferencial competitivo no mercado, além de grande importância para a saúde no país, pois 65% das pessoas que possuem plano de saúde são assistidas pelo modelo empresarial de acordo com a Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS). 

Esse é um custo que pode onerar as contas corporativas se não for bem gerido e negociado, além de contar com 2 tipos de reajuste. O primeiro é o reajuste técnico ou por sinistralidade do plano de saúde empresarial, relacionado à utilização do benefício e que pode variar de operadora para operadora e de acordo com a quantidade de vidas. Exemplos:

  • para empresas com mais de 500 vidas no plano, o reajuste pode ser 100% baseado na utilização, ou seja, a sinistralidade da própria empresa;
  • para empresas abaixo de 500 vidas, o reajuste pode ser feito parte baseado na utilização da própria empresa e outra parte na utilização da operadora para o produto ofertado;
  • já para empresas com menos de 30 vidas, por uma norma determinada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o reajuste sempre será pautado 100% na média de utilização da operadora para o produto.

O segundo é o reajuste financeiro referente à inflação médica, onde cada operadora define o seu índice anualmente e essa porcentagem gira em torno de dois dígitos, muito acima da inflação. Ele está atrelado à Variação dos Custos Médicos Hospitalares (VCMH).

“O reajuste final será uma composição entre o reajuste técnico, calculado sobre quanto a utilização pode ter excedido o limite técnico ou breakeven e o reajuste financeiro calculado pela operadora para o ano, sendo aplicado conjuntamente no aniversário do contrato, podendo então ficar em valores muito elevados se não for gerido adequadamente”, explica Olavo Linhares, Vice-Presidente de uma corretora de saúde baseada em dados.

Para entender um pouco mais, veja a seguir aos principais itens a serem avaliados em uma negociação:

  • Conhecer a sinistralidade e utilização do plano

Ter o conhecimento da sinistralidade e do detalhamento da utilização do plano de saúde durante a vigência do contrato permite que ações sejam tomadas durante todo o período para cuidar das pessoas e evitar que o uso desenfreado aumente e impacte nas contas médicas. “A operadora deve fornecer transparência sobre essa utilização e sobre os valores que estão sendo pagos pelos sinistros, que é o principal fator influenciador no reajuste. Esse é um direito de todo cliente”, comenta o Vice-Presidente.

  • Entender o cálculo da operadora antecipadamente

O entendimento do cálculo da operadora previsto contratualmente é fundamental, pois com esse conhecimento é possível identificar caso exista algum desvio entre o reajuste previsto contratualmente e a proposta encaminhada pela operadora para o novo ciclo. “Com essa identificação é possível garantir o acompanhamento de uma previsão de reajuste ao longo dos meses, e não apenas no momento do reajuste, conseguindo assim o menor valor praticável e podendo atuar preventivamente”, comenta Linhares.

  • Avaliar as condições contratuais da apólice

Alguns detalhes como a duração do contrato (se é de 12, 24 ou 36 meses), a multa para cancelamento fora do período definido e o prazo para aviso de cancelamento (que costuma ser de 60 dias de antecedência, na maior parte dos contratos) são pontos cruciais da apólice que devem ser avaliados, pois podem representar multas significativas que inviabilizam a troca do produto e, consequentemente, a sustentabilidade do benefício.

“Observar essas questões é importante para que seja possível a avaliação das opções de mercado, aumentando assim o poder de negociação, principalmente quando esse período do contrato já tiver se extinguido”, complementa Olavo.

  • Mudar de operadora

Essa pode ser uma solução desde que com um profundo conhecimento da utilização do plano de saúde pela população da empresa, para poder prever como seriam esses custos na nova operadora, se o produto é adequado para o perfil populacional e se o preço está coerente.

“Às vezes as operadoras oferecem valores competitivos contemplando contratos mais longos, porém compensando essa oferta com um elevado reajuste no ano seguinte ou aplicando a multa de quebra contratual. Com isso, as empresas não se livram do problema do alto custo com a troca, mas o prorrogam para o ano seguinte”, pondera o VP.

  • Ter visibilidade da utilização

Além de conhecer a utilização, é preciso ter uma visibilidade aprofundada de quais são os usuários desse plano de saúde e identificar aqueles que podem ser desconsiderados do cálculo. “Por exemplo, houve um sinistro por conta de um parto que teve uma complicação de UTI Neonatal. Esse pode ser um fato pontual que não acontecerá novamente. Ou seja, pode ser um caso isolado fugindo da característica normal do perfil populacional”, explica o executivo.

Em um cenário como esse, é possível retirar esse custo do cálculo da negociação, ainda que seja necessário o pagamento de um aporte para operadora, mas que reduz significativamente o índice para o reajuste do ano seguinte. 

  • Avaliar a coparticipação

Avaliar a possibilidade de incluir a coparticipação ou elevar a contribuição sobre o benefício, mas de maneira inteligente, pode ser uma boa solução da negociação. “Esse tipo de colaboração é um grande aliado ao controle do uso indevido do benefício ao colocar cada pessoa no protagonismo do cuidado com a sua saúde, mas deve ser aplicado sem prejudicar quem realmente precisa utilizar o serviço médico e instruindo aqueles que estão fazendo de maneira incorreta. Também é necessário tomar medidas de incentivo para que a coparticipação não afaste os assistidos de consultas e exames de prevenção”, finaliza Olavo Linhares.

Essas dicas nada serão válidas se não houver um maior envolvimento da empresa na gestão de saúde populacional dos seus colaboradores com foco na prevenção e atuação continua. Se isso for apoiado em tecnologia e feito com suporte de profissionais preparados, é possível gerir efetivamente os custos e, com isso, ter reduções significativas e reajustes abaixo de 10% ou até mesmo zero.


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