Base Fluvial Antônio Lemos completa três anos com mais de 3 toneladas de drogas apreendidas no Marajó
Foto: Divulgação/ Agência Pará
A Base Integrada Fluvial Antônio Lemos, primeira do tipo no Pará, instalada na região do Marajó, completou três anos de operação com resultados expressivos no combate ao crime. Desde sua inauguração, em 22 de junho de 2022, a base já realizou quase 4 mil abordagens a embarcações, apreendeu mais de 3 toneladas de drogas e 15 toneladas de pescado irregular, além de registrar queda significativa nos índices de criminalidade na região.
Os dados foram divulgados pela Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), por meio da Secretaria-Adjunta de Inteligência e Análise Criminal (Siac) e do Grupamento Fluvial de Segurança (GFlu). A base, localizada no Rio Tajapuru, no distrito de Antônio Lemos (Breves), tem como objetivo proteger comunidades ribeirinhas e inibir a ação de criminosos que usam os rios como rotas para tráfico de drogas e crimes ambientais.
Desde a implantação da base, houve uma queda de 74% nos roubos e 30,71% nos furtos na região. Em 2021, antes da instalação, foram registrados 140 furtos e 47 roubos. Já em 2024, os números caíram para 97 furtos e apenas 12 roubos.
Além das apreensões de drogas, as operações resultaram em:
-15.325 kg de pescado irregular
-3.754 m³ de madeira ilegal
-13 veículos e 54 armas apreendidas
-20 mandados de prisão cumpridos e 33 prisões em flagrante
Estratégia de segurança fluvial
O secretário de Segurança Pública, Ualame Machado, destacou a importância da base para o combate ao crime no Marajó: "Em três anos, obtivemos conquistas importantes, como a apreensão de 3,2 toneladas de drogas, além de pescado e madeira ilegal. A presença da base inibe a ação de criminosos que usam os rios como rotas."
Além da Antônio Lemos, o governo do Pará já instalou a Base Fluvial Integrada Candiru, em Óbidos, e anunciou a Base Baixo Tocantins, que será inaugurada ainda este ano em Abaetetuba, próximo a Barcarena. "As bases fluviais são fundamentais para coibir o tráfico de drogas e garantir a segurança das comunidades ribeirinhas", reforçou Machado.
Com a expansão das operações, o Estado busca fortalecer a fiscalização em uma das regiões mais estratégicas do Pará, onde os rios são vitais tanto para o transporte legal quanto para o crime organizado.
Com informações do DOL.