Remo pressiona, esbarra no Cuiabá e amarga empate no Mangueirão

Leão domina a posse de bola e cria as melhores chances, mas não consegue furar o bloqueio do Dourado. Com o ponto somado, time paraense entra provisoriamente no G4 da Série B.

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Remo pressiona, esbarra no Cuiabá e amarga empate no Mangueirão
Foto: Igor Mota / O Liberal
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Deu empate no Mangueirão! O Remo pressionou, teve mais posse de bola, mas não conseguiu balançar as redes do Cuiabá e a partida terminou em 0 a 0. Com o ponto somado, o Leão dorme no G4 da Série B, mas seca o Avaí para se manter na zona de acesso. 

 

O grito de gol ficou preso na garganta do Fenômeno Azul. Era uma tarde de sentimentos mistos no Mangueirão. A esperança de ver o Remo subir na tabela e se consolidar no G4 da Série B encheu as arquibancadas, mas o que se viu em campo foi um daqueles jogos de um time só, onde a bola teima em não entrar. O Leão ficou no empate sem gols com o Cuiabá, neste sábado (5), e o resultado teve o gosto amargo de quem merecia mais.

Com o ponto somado, o Remo alcança a quarta posição, com 24 pontos, dormindo na zona de acesso. Contudo, a permanência no G4 não está garantida e depende do resultado do confronto entre Paysandu e Avaí. Já o Cuiabá, com uma proposta de jogo claramente defensiva, quebra uma sequência de três derrotas e chega aos 22 pontos, na sexta colocação.

Um primeiro tempo de domínio e um quase gol

Desde o apito inicial, o cenário da partida se desenhou: o Remo com a bola nos pés, ditando o ritmo, e o Cuiabá postado em seu campo, esperando por um erro para tentar o contra-ataque. Os primeiros 20 minutos foram de estudo e muitos passes errados de ambos os lados, travando o jogo no meio-campo.

O time azulino, no entanto, não se deixou abalar nem mesmo com a perda do capitão Reynaldo, que saiu lesionado aos 19 minutos, para a entrada de Lucas Martins. Foi justamente o substituto que protagonizou o lance de maior perigo da partida. Aos 22 minutos, após uma cobrança de escanteio, Lucas Martins subiu mais que a zaga e cabeceou firme, exigindo uma defesa monumental do goleiro Matheus Pasinato, que salvou o Cuiabá.

A pressão azulina continuou. Comandado por um inspirado Pedro Rocha, que distribuiu dribles e infernizou a defesa adversária, o Leão recuperava a bola com frequência no campo de ataque. Em uma das jogadas, Marrony foi derrubado com falta dura pelo zagueiro Bruno Alves, que personificava a resistência do Dourado. Apesar do domínio territorial e da posse de bola, o placar não se moveu.

Pressão até o fim, mas sem pontaria

Para a segunda etapa, o técnico remista Antônio Oliveira tentou dar novo gás ao ataque com a entrada de Felipe Vizeu. A toada do jogo, porém, seguiu a mesma: o Remo no controle, rondando a área, e o Cuiabá satisfeito com o empate, praticamente abdicando de atacar. O goleiro azulino, Marcelo Rangel, foi um mero espectador.

Adaílton e Pedro Rocha tentavam criar, buscando o centroavante, mas a defesa mato-grossense se multiplicava para fechar os espaços. Os minutos finais, incluindo os sete de acréscimo, foram de ataque contra defesa, com o Remo pressionando em busca de um gol salvador. A torcida inflamou, empurrou, mas a bola insistiu em não cruzar a linha. Fim de jogo e a sensação de que dois pontos ficaram pelo caminho.

O Leão volta a campo no próximo dia 13 de julho, quando enfrenta a Chapecoense, em um confronto direto na luta pelo acesso, novamente no Mangueirão.

Com informações do O Liberal.


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