Judô: projeto social transforma vidas em Icoaraci

"Judô sem Fronteiras" é um projeto que, através do esporte, busca contribuir para a formação cidadã de crianças e adolescentes no distrito de Belém.

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Judô: projeto social transforma vidas em Icoaraci
Foto: Cristiano Martins/O Liberal

A comunidade da Ponta Grossa, em Icoaraci, distrito de Belém, é o cenário de uma iniciativa que tem mudado a vida de dezenas de crianças e adolescentes: o projeto social "Judô sem Fronteiras". Criado há cerca de um ano, o projeto utiliza o esporte como ferramenta de transformação social, oferecendo aulas gratuitas de judô e contribuindo para a formação cidadã dos jovens da região.

O tatame, montado no salão da Igreja Betel, recebe cerca de 120 participantes, que encontram no esporte uma oportunidade de desenvolvimento e superação. Para muitas dessas crianças, o projeto é o primeiro contato com uma modalidade esportiva e uma chance de sonhar com um futuro diferente.

A iniciativa é um sonho antigo do mestre de judô Geraldo, que, por ter vindo de um projeto social, sentiu a necessidade de retribuir o apoio que recebeu. "Eu vim de um projeto social, então o que posso fazer é estender as mãos da mesma forma que estenderam para mim", conta o idealizador.

Formando campeões para a vida

Mais do que formar atletas, o "Judô sem Fronteiras" tem como principal objetivo formar cidadãos. Através dos princípios do judô, como disciplina, respeito e companheirismo, as crianças aprendem valores que levarão para toda a vida.

O projeto já colhe frutos, com atletas se destacando em competições locais e sonhando com voos mais altos. É o caso de uma jovem judoca, que antes não se interessava por esportes e hoje se diz apaixonada pela modalidade, sonhando em disputar competições internacionais.

Desafios e superação

Apesar do sucesso, o projeto enfrenta dificuldades, principalmente financeiras. As inscrições em competições e a compra de equipamentos são custeadas, em grande parte, por doações e pela ajuda da comunidade.

"Sempre que possível, o Pastor Augusto e os irmãos da igreja ajudam nas inscrições, mas não é suficiente. Com tantos atletas, precisamos selecionar quem vai competir", explica Geraldo.

Mesmo com os desafios, o projeto segue firme, com a certeza de que está no caminho certo. "Se não formarmos atletas olímpicos, formaremos cidadãos de caráter", conclui o mestre, que acredita no poder do esporte para transformar realidades e construir um futuro melhor para as crianças de Icoaraci.

 


FONTE: O Liberal
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