Mestre Damasceno morre aos 71 anos em Belém
Artista era reconhecido nacionalmente por sua atuação no carimbó, Búfalo-Bumbá e na preservação das tradições do Marajó.
Foto: Marcelo Seabra/Ag. Pará
Belém amanheceu enlutada nesta terça-feira (26) com a triste notícia da morte de Damasceno Gregório dos Santos, conhecido como Mestre Damasceno, aos 71 anos. O falecimento ocorreu durante o Dia Municipal do Carimbó, uma data simbólica para a cultura paraense. A informação foi confirmada por familiares, e o Estado do Pará decretou luto oficial de três dias em homenagem ao artista.
Mestre Damasceno foi uma figura venerada no cenário cultural do Pará, reconhecido por suas contribuições ao carimbó, Búfalo-Bumbá e à tradição do Marajó. Recentemente, recebeu a honraria da Ordem do Mérito Cultural, concedida pelo Ministério da Cultura, em reconhecimento ao seu legado.
O governador Helder Barbalho lamentou a perda, destacando a importância de Damasceno na Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, onde foi homenageado em vida. Seu impacto na cultura paraense é descrito como imensurável, tocando diversas gerações com sua arte.
Nascido em 1954 na Comunidade Quilombola do Salvá, em Salvaterra, no arquipélago do Marajó, Mestre Damasceno dedicou sua vida ao carimbó, às toadas e à poesia oral, temas retratados em sua obra "Mestre Damasceno e as Cantorias do Marajó", lançada durante a Feira-Panamazônica deste ano para o público jovem.
Além de suas realizações culturais, Mestre Damasceno contribuiu com a música paraense de forma ampla, culminando na vitória do Pará no concurso de Samba-Enredo da Grande Rio para o carnaval de 2025 com a composição "A mina é cocoriô!" da escola de samba "Deixa Falar", onde deixou sua marca indelével.