Re-Pa tenso tem expulsões, gol contra e empate no Mangueirão

Paysandu domina o 1º tempo e sai na frente com Ítalo, mas o Remo empata no 2º tempo em gol contra; clássico ainda teve dois expulsos

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Re-Pa tenso tem expulsões, gol contra e empate no Mangueirão
Irene Almeida
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Remo e Paysandu empataram em 1 a 1 no primeiro Re-Pa do ano, neste domingo (8), no Mangueirão, em um clássico marcado por dois tempos completamente diferentes, expulsões e um gol contra decisivo. O Paysandu dominou a etapa inicial com intensidade, pressão alta e controle do jogo desde os primeiros minutos. Antes mesmo de abrir o placar, o time bicolor criou boas chances e chegou a balançar as redes, mas teve um gol anulado por impedimento. Aos 35 minutos, Ítalo Carvalho marcou após jogada construída por Kauã Hinkel e colocou o Papão na frente.

O cenário mudou no fim do primeiro tempo, quando Brian Macapá foi expulso após falta dura e confusão generalizada. Com um jogador a mais, o Remo voltou mais agressivo no segundo tempo, aumentou a pressão e passou a ocupar o campo ofensivo. O empate saiu aos 12 minutos em um lance de insistência: Diego Hernández finalizou, a bola desviou em Quintana e entrou, configurando gol contra.

Mesmo com inferioridade numérica, o Paysandu seguiu perigoso em contra-ataques e finalizações, mostrando organização defensiva e capacidade de competir até o fim. O jogo voltou a ficar tenso nos minutos finais, e Diego Hernández acabou expulso, deixando o Remo também com 10. O placar permaneceu igual até o apito final, em um empate considerado justo pelo que cada equipe apresentou em seu melhor momento. O Paysandu volta a campo na quarta (11), contra o Cametá, e o Remo joga na quinta (12), diante do Castanhal.

O primeiro Re-Pa do ano entregou tudo o que um clássico promete e um pouco mais. Remo e Paysandu empataram em 1 a 1, neste domingo (8), no Mangueirão, em um jogo marcado por expulsões, gol contra, pressão, confusão e dois tempos completamente diferentes.

O Paysandu foi superior na etapa inicial, dominou territorialmente, criou mais e abriu o placar com Ítalo Carvalho, coroando o melhor futebol do primeiro tempo. O Remo, por outro lado, demorou a entrar no jogo e foi engolido pela intensidade bicolor até a reta final da etapa.

Mas o roteiro virou antes do intervalo.

Aos 43 minutos, uma falta dura de Brian Macapá em Pavani gerou uma confusão generalizada e terminou com o volante do Paysandu expulso, mudando totalmente o cenário do clássico. A partir dali, o Remo ganhou o que mais precisava: tempo e vantagem numérica.

Paysandu domina o início e quase faz dois

Desde o apito inicial, o Papão impôs um ritmo alto, pressionou a saída de bola azulina e sufocou o Remo no campo de defesa. Antes dos 10 minutos, já havia criado chances claras e chegou a balançar as redes, mas o lance acabou anulado por impedimento.

A equipe bicolor seguiu martelando. Marcinho, Kauã Hinkel e Edilson apareceram bem, enquanto o Remo praticamente não conseguia encaixar passes no ataque e pouco ameaçava.

O gol, então, parecia questão de tempo.

Ítalo confirma o bom momento do Papão

Aos 35 minutos, em mais uma jogada construída com qualidade, Kauã Hinkel encontrou Ítalo dentro da área. O camisa 9 dominou e finalizou com precisão, abrindo o placar e explodindo a torcida bicolor.

O Paysandu ainda teve chance de ampliar, aproveitando erros do Remo na saída de bola, mas parou em Marcelo Rangel, que evitou um prejuízo maior.

Expulsão muda o clássico antes do intervalo

Quando o primeiro tempo caminhava para um fechamento confortável para o Paysandu, veio o lance que mudou tudo.

Brian Macapá fez uma entrada forte, o clima esquentou, os jogadores se aglomeraram e o árbitro aplicou o vermelho direto. O Papão perdeu um dos seus principais jogadores e foi obrigado a reorganizar todo o plano de jogo.

O Remo terminou a etapa tentando uma pressão final, mas sem eficiência.

Remo volta mais agressivo e empurra o rival

No segundo tempo, o Remo voltou com mudanças e outra postura. Com um homem a mais, passou a ocupar o campo ofensivo, acelerar as jogadas e transformar a posse em volume.

O Paysandu, por sua vez, fez o que a situação exigia: fechou linhas, compactou o meio e apostou em contra-ataques e bolas longas.

O Remo criou chances, obrigou Gabriel Mesquita a trabalhar e aumentou a presença na área.

Empate sai em gol contra e resume a etapa final

O empate veio aos 12 minutos, em uma jogada que sintetizou bem o Remo no jogo: insistência, confusão na finalização e pouca construção limpa.

Após cruzamento, Diego Hernández tentou finalizar, errou, insistiu no rebote e, no desvio, a bola bateu em Quintana, que marcou contra. O Mangueirão explodiu: 1 a 1.

Mesmo com 10, Paysandu segue perigoso

O detalhe é que o Paysandu não se limitou a sobreviver.

Mesmo com um a menos, o time bicolor ainda conseguiu levar perigo em finalizações de Edilson e Marcinho, além de manter o Remo desconfortável em vários momentos, impedindo que o Leão transformasse o cenário favorável em domínio técnico real.

Clima piora e Remo também termina com expulso

Nos minutos finais, o jogo voltou a ficar tenso. Diego Hernández, já envolvido diretamente no lance do empate, acabou expulso após uma confusão em disputa de bola, deixando o Remo também com 10.

Com o equilíbrio numérico restabelecido, o clássico terminou com chances para os dois lados, mas sem um vencedor.

Empate com gostos diferentes

O 1 a 1 deixou sensações distintas.

Para o Remo, ficou o incômodo: mesmo com vantagem numérica por praticamente todo o segundo tempo, o time não conseguiu se impor tecnicamente e dependeu de um gol contra para evitar a derrota.

Já para o Paysandu, o empate teve sabor de resistência: o time dominou a primeira etapa, abriu o placar e segurou o rival com um jogador a menos até o apito final.

Próximos jogos: Leão e Papão no Parazão

  • Paysandu: quarta-feira (11), às 20h, contra o Cametá, no Parque do Bacurau.
  • Remo: quinta-feira (12), às 19h30, contra o Castanhal, no Modelão.


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