O Governo do Pará financiou, por meio da Fapespa, a criação da primeira estação de recarga para carros elétricos produzida integralmente com fibras vegetais amazônicas. O projeto foi desenvolvido pela empresa S&L Energia com recursos do programa Centelha II e está instalado no Parque de Ciência e Tecnologia Guamá, em Belém.
A estrutura substitui metais e materiais sintéticos por biocompósitos formados por resina e fibras naturais da região, alinhando mobilidade elétrica e bioeconomia. Segundo os engenheiros responsáveis, o material apresenta boa resistência, leveza e menor impacto ambiental, podendo ser integrado a sistemas de energia solar.
Além do modelo principal, foi desenvolvido um carregador do tipo wallbox, voltado para uso residencial e empresarial, que já está em funcionamento.
Para a Fapespa, a iniciativa demonstra que é possível agregar valor aos recursos da floresta por meio de tecnologia e inovação, fortalecendo uma matriz econômica sustentável no Estado. O projeto também dialoga com discussões globais sobre redução de emissões de carbono, intensificadas após a COP30 realizada em Belém.
O Governo do Pará, por meio da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), financiou a criação da primeira estação de recarga para veículos elétricos produzida 100% com fibras vegetais amazônicas. O protótipo foi desenvolvido pela empresa S&L Energia e já está instalado e em funcionamento no Parque de Ciência e Tecnologia Guamá (PCT Guamá), em Belém.
A iniciativa foi viabilizada com recursos do programa Centelha II e aposta na substituição de materiais metálicos e sintéticos por biocompósitos produzidos com resina e fibras naturais da região. A proposta une mobilidade elétrica, bioeconomia e redução de impactos ambientais, consolidando uma solução inovadora no mercado de energia limpa.
Segundo os engenheiros responsáveis pelo projeto, o uso do biocompósito garante leveza estrutural, resistência mecânica e menor impacto ambiental, além de permitir integração com sistemas fotovoltaicos de geração de energia solar. A tecnologia atende tanto consumidores residenciais quanto empreendimentos comerciais e industriais.
A criação da estação considera projeções internacionais que apontam crescimento acelerado da frota elétrica global nas próximas décadas. Diante desse cenário, a demanda por infraestrutura de recarga sustentável tende a crescer significativamente.
Além da versão principal, a empresa desenvolveu um modelo do tipo wallbox, voltado para instalação em residências e estacionamentos privados. A nova versão já foi comercializada e está em operação.
Para a Fapespa, o projeto demonstra a viabilidade técnica, ambiental e econômica da bioeconomia aplicada à inovação tecnológica. A iniciativa também dialoga com os debates globais sobre redução de emissões de carbono, especialmente após a realização da COP30 em Belém, reforçando o potencial do Pará como polo de soluções sustentáveis.
O equipamento passou por testes funcionais e apresentou bom acabamento, rigidez estrutural e desempenho operacional eficiente. A expectativa é ampliar parcerias e escalar a produção, posicionando o Estado como referência na integração entre floresta, tecnologia e energia limpa.