Startup paraense participa de missão na China sobre inovação e IA

Matheus Cardoso, da NeuroIdentify, integrou delegação brasileira do programa Caminhos do Sul Global. Missão visitou universidades, centros de pesquisa e empresas de tecnologia.

Por
3 Min

Foto: Divulgação

RESUMO Sem tempo? Leia o resumo gerado por nossa IA

O cofundador da startup paraense NeuroIdentify, Matheus Cardoso, integrou a delegação brasileira do programa Caminhos do Sul Global, do Sebrae Nacional, em missão de 30 de maio a 13 de junho na China. A agenda reuniu lideranças negras para intercâmbio sobre inovação, tecnologia e desenvolvimento. Matheus visitou universidades, centros de pesquisa e empresas, destacando a integração entre conhecimento e aplicação no ecossistema chinês. Ele apontou a inteligência artificial como ferramenta de ampliação de capacidades humanas e soluções concretas, em sintonia com o trabalho da NeuroIdentify, que desenvolve tecnologia para apoio à identificação de neurodivergência e adaptação pedagógica. O empreendedor reforçou a importância da representatividade na construção do futuro.

 

Matheus Cardoso, cofundador da startup paraense NeuroIdentify, integrou a delegação brasileira que foi à China, pelo programa Caminhos do Sul Global, missão internacional realizada pelo Sebrae Nacional, entre os dias 30 de maio e 13 de junho. O evento reuniu lideranças negras brasileiras em uma agenda de intercâmbio voltada à inovação, tecnologia, educação e desenvolvimento global. 

"Participar do Caminhos do Sul Global foi uma daquelas experiências que mudam a forma como você enxerga o mundo. Não apenas pela oportunidade de estar na China, mas por fazer isso ao lado de uma delegação de pessoas pretas ocupando espaços onde o futuro está sendo desenhado", afirmou.

Ele visitou universidades, centros de pesquisa, empresas de tecnologia e ambientes estratégicos de tomada de decisão, ampliando o contato com iniciativas ligadas à inteligência artificial, inovação aplicada e modelos de desenvolvimento sustentável.

Matheus Cardoso é também head de administração da startup paraense que desenvolve soluções tecnológicas para apoiar professores na identificação de sinais de neurodivergência e na adaptação de práticas pedagógicas. Conforme Cardoso, o ecossistema chinês chamou atenção pela forte integração entre universidades, governo, indústria e empresas, criando um ambiente favorável para transformar pesquisa em soluções escaláveis e de alto impacto.

"O que mais me impressionou foi a proximidade entre conhecimento e aplicação. Pesquisa, indústria, governo e empresas atuam de forma integrada para transformar conhecimento em soluções escaláveis", disse o empreendedor.

Outro aspecto observado foi o papel estratégico da inteligência artificial como ferramenta de ampliação das capacidades humanas, aumento de eficiência e resolução de desafios concretos. Matheus considera que essa visão dialoga diretamente com o trabalho desenvolvido pela startup em que atua, por ela utilizar tecnologia para apoiar processos de inclusão e desenvolvimento educacional.

De acordo com ele, a experiência também evidenciou a importância da representatividade em espaços onde são discutidas as transformações que vão moldar o futuro da sociedade. Para Matheus, ocupar esses ambientes significa participar ativamente da construção de soluções para desafios globais.

A experiência, disse ele, reforça uma convicção compartilhada pela equipe da startup: “o futuro é resultado de decisões tomadas no presente por organizações que investem continuamente em conhecimento, colaboração e inovação com propósito”.

FONTE: O Liberal