Pará supera 36 mil cirurgias eletivas em um ano e avança na redução das filas do SUS

Entre janeiro de 2025 e abril de 2026, o Estado também realizou mais de 30 mil procedimentos ambulatoriais especializados, fortalecendo a redução das filas e o acesso regionalizado à saúde

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Pará supera 36 mil cirurgias eletivas em um ano e avança na redução das filas do SUS
ASCOM Santa Casa
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O Pará alcançou a marca de mais de 36,5 mil cirurgias eletivas e 30,7 mil procedimentos ambulatoriais especializados realizados entre janeiro de 2025 e abril de 2026. Os resultados são fruto da ampliação dos serviços de saúde e da realização contínua de mutirões promovidos pela rede pública estadual.

A estratégia contempla especialidades como ortopedia, cardiologia, oncologia, neurocirurgia e oftalmologia, com foco na redução das filas de espera e na descentralização do atendimento pelo SUS.

Somente em 2025 foram registradas mais de 29 mil cirurgias eletivas. Já nos primeiros quatro meses de 2026, o Estado ultrapassou sete mil procedimentos cirúrgicos. De acordo com gestores da saúde, o fortalecimento da rede especializada permite oferecer atendimento mais rápido e próximo dos municípios de origem dos pacientes.

Especialistas da área destacam que a integração entre consultas, exames e cirurgias melhora a resolutividade dos serviços e reduz a demanda reprimida. A expectativa é que a continuidade dos mutirões amplie ainda mais o acesso da população paraense aos procedimentos especializados.

A ampliação da oferta de procedimentos especializados e a realização contínua de mutirões de saúde permitiram ao Pará alcançar uma marca expressiva na rede pública. Entre janeiro de 2025 e abril de 2026, o Estado contabilizou mais de 36,5 mil cirurgias eletivas e cerca de 30,7 mil procedimentos ambulatoriais especializados, fortalecendo o atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e reduzindo o tempo de espera dos pacientes.

Os números refletem uma estratégia de expansão da assistência especializada adotada pelo Governo do Estado, que combina a realização de cirurgias, consultas, exames preparatórios e ações regionalizadas para ampliar o acesso da população aos serviços de saúde.

De acordo com dados oficiais do Ministério da Saúde, somente em 2025 foram realizadas 29.351 cirurgias eletivas e 17.935 procedimentos ambulatoriais especializados. Já nos primeiros quatro meses de 2026, o Estado registrou 7.205 cirurgias e 12.820 atendimentos ambulatoriais, demonstrando a continuidade da política de ampliação dos serviços.

Especialidades estratégicas recebem reforço

A iniciativa contempla áreas consideradas prioritárias para a rede pública, como ortopedia, cardiologia, oncologia, neurocirurgia, cirurgia cardiovascular e oftalmologia.

O objetivo é garantir maior rapidez no acesso ao tratamento e diminuir a demanda reprimida em especialidades que tradicionalmente apresentam longas filas de espera.

Além do aumento da produção assistencial, o programa também busca organizar o fluxo entre consultas, exames e procedimentos cirúrgicos, tornando o atendimento mais eficiente e resolutivo.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), a regionalização da assistência tem sido um dos pilares da estratégia, permitindo que pacientes sejam atendidos mais próximos de suas cidades de origem.

Mutirões ampliam capacidade da rede

O avanço mais recente ocorreu durante um mutirão realizado nos dias 20 e 21 de junho, quando quatro hospitais estaduais atuaram simultaneamente para ampliar o número de procedimentos realizados.

Participaram da mobilização o Hospital Ophir Loyola, a Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará, o Hospital de Clínicas Gaspar Vianna e o Hospital Regional de Conceição do Araguaia.

Ao todo, foram executados 69 procedimentos de média e alta complexidade, reforçando a estratégia de enfrentamento das filas e ampliação da cobertura especializada.

Benefícios chegam aos pacientes

Para quem aguardava atendimento, a antecipação dos procedimentos representa uma mudança significativa na qualidade de vida.

Pacientes e familiares relataram que a realização das cirurgias antes do prazo inicialmente previsto trouxe alívio e permitiu acesso mais rápido ao tratamento necessário.

De acordo com profissionais envolvidos no programa, a ampliação da capacidade instalada contribui não apenas para reduzir filas, mas também para fortalecer a integração entre os municípios e a rede estadual de saúde.

Rede regionalizada fortalece atendimento

Especialistas da área avaliam que a organização dos fluxos assistenciais tem impacto direto na eficiência do SUS.

Ao ampliar consultas especializadas, exames diagnósticos e procedimentos cirúrgicos, o Estado consegue distribuir melhor a demanda e reduzir a sobrecarga dos serviços locais.

A expectativa é que novas etapas dos mutirões e a continuidade dos programas de atendimento especializado permitam ampliar ainda mais a oferta de serviços nos próximos meses.

Com a expansão da rede, o Pará busca consolidar um modelo de assistência mais acessível, regionalizado e capaz de responder com maior rapidez às necessidades da população.


FONTE: O Liberal
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