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19/01/2020 às 11h59min - Atualizada em 19/01/2020 às 11h59min

Projeto "Na rota do Axé" visita terreiros de Belém

Cultura, culinária, roupas são apresentadas no evento

Andreza Gomes (Jornalista do www.belem.com.br)
Grupo Ita Lemi Sinavuru é uma das atrações do projeto Na Rota do Axé (Foto: Rafael Fernando)
 
 
   Música, danças, roupas, culinária, todos os elementos da cultura africana, você pode encontrar no projeto Ita Lemi Sinavuru na rota do Axé, coordenado pelo músico Edson Cantendê, que está sendo realizado nos terreiros de Belém.

No sábado, 18, no Conjunto Pedro Teixeira, na casa grande de Mina Jejê Nagô de Toy Lissá e Abé Manjá Huevy, que existe há 45 anos no bairro do Coqueiro. O público presente entre jovens, adultos e crianças dançaram ao som do grupo puxado por Cantendê.

O projeto faz uma homenagem a Nanã, mãe Senhora da Fertilidade e da vida. “Com o tema: Da água a terra do barro a chama. O projeto iniciou em dezembro no Mansur da Pedreira. No dia 05 esteve no terreiro Matildes de Oxalá e no Ofa Kare, no conjunto Maguari, no dia 12. Levamos shows de Afoxé e oficinas de estética afro e culinária afro brasileira, workshops de dança e percussão”, detalha. 

Ele explica que o objetivo do projeto, que foi contemplado no Edital Preamar da Secult, é visitar e levar a musicalidade para os terreiros, que são espaços de matrizes africanas. “Até o mês de maio, iremos visitar grande parte dos terreiros de Belém. No último levantamento feito há 12 anos, soubemos a existência de 2.200 em Belém”, conta.



São 18 anos que o músico realiza este projeto “Na Rota do Axé” que faz uma homenagem a divindade matriz africana, a natureza, e levamos as atividades como oficinas, shows para o terreiro, por ser um espaço de informação e cidadania”, pontua.

Carnaval - Para este ano, o grupo na Rota do Axé irá sair no Carnaval de Belém. “Vamos abrir o desfile das Escolas do Grupo A, no dia 15 de fevereiro e no dia 23, iremos desfilar com o abadá do projeto homenageando a Mãe Água, a senhora da Fertilidade na vida. Iremos falar da preservação dá água, da nossa terra, que são essenciais pra garantir a nossa sobrevivência”, finaliza.

Oficinas – Além de show, o projeto irá promover oficinas voltadas para a cultura afrobrasileira. A primeira será de “Aplique com fibras e tranças nagô”, que será ministrada pela esteticista Afro Berna Rosa.



O curso será nos dias 23 e 24, as inscrições estão abertas e são limitadas. Mais informações pelo telefone: 98132-0179.

A inscrição é feita com a doação de dois quilos de alimentos não perecíveis. A oficina será realizada no espaço cultural Arauara, que fica localizado no conjunto Maguarí.  
 
 
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