Casos de sarna disparam em Castanhal e acendem alerta

Vigilância Epidemiológica pede atenção da população diante do aumento de escabiose. Doença é transmissível e tratamento é oferecido no SUS

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Casos de sarna disparam em Castanhal e acendem alerta
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A cidade de Castanhal, no nordeste do Pará, está em alerta diante do aumento expressivo de casos de escabiose, conhecida como sarna. A doença, provocada por ácaros que se alojam sob a pele, é altamente contagiosa e se espalha com facilidade em ambientes com grande circulação de pessoas. Os principais sintomas são coceira intensa (principalmente à noite), lesões avermelhadas e marcas em forma de túnel na pele. A Secretaria de Saúde disponibiliza o tratamento gratuitamente na rede pública, e recomenda que todos os moradores da mesma residência se tratem juntos, mesmo que não apresentem sintomas.

O município de Castanhal, no nordeste paraense, está enfrentando um crescimento acelerado dos casos de escabiose, doença de pele popularmente conhecida como sarna. Diante do avanço, a Vigilância Epidemiológica Municipal lançou um alerta de saúde pública, pedindo que moradores redobrem os cuidados e procurem atendimento ao perceberem sintomas suspeitos.

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) confirmou que a doença é altamente contagiosa e tem atingido diversos bairros, principalmente onde há maior concentração populacional e precariedade nas condições sanitárias. O tratamento gratuito já está disponível nas unidades básicas de saúde da cidade.

A escabiose é causada por um ácaro microscópico, o Sarcoptes scabiei, que se aloja sob a pele e provoca coceira intensa, sobretudo à noite, além de lesões avermelhadas e marcas em forma de túnel, geralmente visíveis entre os dedos das mãos, punhos, axilas e região íntima.

A transmissão ocorre por contato direto com a pele de pessoas infectadas, mas também por meio de roupas, lençóis e toalhas contaminadas. Em locais com aglomeração, o contágio pode se espalhar rapidamente, afetando famílias inteiras.

O tratamento mais comum envolve cremes tópicos ou loções específicas para eliminar o ácaro. Em casos mais graves, o médico pode prescrever medicação oral. Para evitar novas infecções, é necessário que todos os membros da residência sejam tratados ao mesmo tempo, mesmo que não apresentem sintomas aparentes.

Itens pessoais do paciente devem ser lavados com água quente e expostos ao sol, ou isolados em sacos plásticos por pelo menos três dias, medida que garante a eliminação do parasita em objetos de uso diário.

A Sesma orienta que pessoas com sinais da doença procurem imediatamente atendimento médico, evitando contato com outras pessoas durante o período de tratamento, que costuma durar de uma a duas semanas.

A detecção precoce é essencial para evitar novos surtos e garantir a recuperação rápida dos pacientes. A prefeitura informou que continuará com ações de orientação nas escolas e comunidades locais.

Com informações do G1 Pará.


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