A médica obstetra Aline Almeida, do Hospital Regional Abelardo Santos (HRAS) em Belém, alerta que as síndromes hipertensivas, como pré-eclâmpsia e eclâmpsia, são a principal causa de gestação de alto risco. Essas condições, caracterizadas pelo aumento da pressão arterial após a 20ª semana, podem evoluir rapidamente e colocar em risco a vida da mãe e do bebê. Fatores como primeira gravidez, obesidade, diabetes e histórico de hipertensão aumentam o risco. A especialista reforça que o pré-natal regular é a principal forma de prevenção, permitindo o diagnóstico precoce. Dados do Ministério da Saúde apontam essas síndromes como a principal causa de morte materna no Brasil.
A maior parte das gestações de alto risco está relacionada às síndromes hipertensivas, como pré-eclâmpsia e eclâmpsia, condições perigosas que podem evoluir rapidamente. O alerta é da médica obstetra Aline Almeida, do Hospital Regional Abelardo Santos (HRAS), em Belém.
De acordo com a especialista, essas síndromes são caracterizadas pela elevação da pressão arterial após a 20ª semana de gestação e podem apresentar sintomas como inchaço, dor de cabeça intensa, alterações visuais e, nos casos graves, convulsões. "Quando não identificadas e tratadas precocemente, podem colocar em risco a vida da mãe e do bebê", explica a médica.
Fatores de risco e evolução do quadro
· Histórico de hipertensão
· Primeira gestação
· Gravidez na adolescência ou após os 35 anos
· Obesidade
· Diabetes
· Doenças renais
· Gestação gemelar
A pré-eclâmpsia pode evoluir para a eclâmpsia, quadro em que ocorrem convulsões associadas à hipertensão, exigindo atendimento de emergência. "A rapidez no diagnóstico e no tratamento é determinante para evitar, por exemplo, o óbito materno", reforça a obstetra.
Prevenção através do pré-natal
A principal forma de prevenção é o pré-natal adequado e regular, que permite identificar alterações de forma antecipada. A médica também destaca a importância da alimentação equilibrada, controle do ganho de peso, redução no consumo de sal e abandono do tabagismo.
Caso real: 30 dias em coma sem conhecer a filha
A servidora pública Wilmara Bentes da Silva, 33 anos, enfrentou um quadro grave de eclâmpsia logo após o parto de sua filha, Wiliane Vitória. Encaminhada à UTI, ela permaneceu em coma por aproximadamente 30 dias, sem ter tido a chance de conhecer a recém-nascida. Ambas foram acompanhadas por uma equipe multiprofissional especializada. "Foram momentos difíceis, em que me senti sem esperança, mas tudo terminou bem", relatou Wilmara após se recuperar.
Dados alarmantes
Dados do Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) indicam que a pré-eclâmpsia e a eclâmpsia são as principais causas de morte materna no Brasil, à frente de hemorragias e infecções. As complicações também estão associadas a cerca de 20% dos partos prematuros, frequentemente demandando suporte de UTI Neonatal.