Doenças de pele como acne, micose, dermatite e infecções são mais comuns do que muitas pessoas imaginam. No Brasil, enfermidades crônicas dermatológicas atingem 11,5 milhões de pessoas, segundo pesquisa da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) com o Datafolha e a L’Oréal. Mesmo com esse cenário, 54% dos brasileiros nunca consultaram um dermatologista.
A dermatologista Marina Ito, do AmorSaúde, alerta que hábitos simples do cotidiano podem aumentar o risco de contaminação por fungos, vírus e bactérias. Segundo a médica, objetos compartilhados ou mal higienizados podem funcionar como veículos de transmissão, principalmente quando a pele está fragilizada ou com pequenas lesões.
Entre os itens mais comuns estão alicates e materiais de manicure sem esterilização, aparelhos de academia, toalhas, lâminas de barbear, chinelos, fones de ouvido, bonés e celulares. Ambientes úmidos e com grande circulação, como academias, salões de beleza, piscinas e vestiários, também facilitam a transmissão.
As doenças mais associadas a esse tipo de contato incluem micoses, verrugas, infecções bacterianas como foliculite e furúnculo, além de herpes. A recomendação é evitar compartilhar itens pessoais, observar práticas de higiene nos estabelecimentos e limpar aparelhos antes do uso.
Além disso, cuidados diários como hidratação, evitar banhos quentes, reduzir o uso de sabonetes agressivos e manter a barreira cutânea saudável ajudam na prevenção. Coceira persistente, descamação, manchas, feridas que não cicatrizam e lesões recorrentes são sinais de alerta e exigem avaliação médica.
A rotina de beleza e autocuidado pode esconder riscos que muita gente ignora. Do alicate de manicure ao aparelho da academia, passando por toalhas, lâminas e até o celular, hábitos simples do dia a dia podem aumentar a chance de doenças dermatológicas, como micoses, verrugas, infecções bacterianas e herpes.
O alerta é reforçado por uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) em parceria com o Datafolha e a L’Oréal, que aponta que doenças crônicas de pele atingem 11,5 milhões de brasileiros. Mesmo assim, o cuidado preventivo ainda não acompanha a dimensão do problema: segundo o levantamento, 54% da população nunca consultou um dermatologista.
Para Marina Ito, médica da área de dermatologia no AmorSaúde, o ponto-chave está em um comportamento comum: compartilhar objetos ou usar itens sem higienização adequada. Segundo a especialista, esses objetos podem funcionar como veículos para fungos, bactérias e vírus, especialmente quando a pele apresenta pequenas lesões, cortes ou está sensibilizada.
Entre os itens mais frequentes no cotidiano que podem favorecer contaminações estão:
A médica explica que objetos mal higienizados acumulam microrganismos e entram em contato direto com a pele, facilitando não apenas infecções, mas também alergias e irritações.
O risco é ainda maior em locais com umidade e grande circulação de pessoas, como salões de beleza, academias, piscinas e vestiários. Nesses ambientes, o contato indireto com superfícies e objetos compartilhados aumenta a chance de transmissão.
Entre as doenças mais comuns associadas a esse tipo de contágio estão:
Micoses, que costumam surgir nos pés, unhas, virilha e dobras do corpo;
Verrugas, associadas a vírus como o HPV e mais frequentes em mãos e pés;
Infecções bacterianas, como foliculite e furúnculo, com dor, vermelhidão e pus;
Herpes, que pode provocar lesões dolorosas em diferentes regiões do corpo.
Apesar do medo que essas doenças geram, a prevenção costuma ser mais simples do que parece. A recomendação principal é evitar o compartilhamento de itens pessoais, mesmo com pessoas próximas. Toalhas, chinelos, lâminas e alicates devem ser de uso individual.
Em locais públicos, a orientação é observar os cuidados do estabelecimento. Segundo Marina Ito, é importante priorizar materiais individuais ou descartáveis, conferir se há esterilização correta em salões e higienizar as mãos antes e depois do treino. Também é indicado limpar os aparelhos de academia antes do uso, já que o suor e o contato repetido favorecem a permanência de microrganismos.
Além da higiene, a médica reforça que consultas periódicas são uma estratégia essencial. Isso porque infecções que começam pequenas podem evoluir, espalhar-se pelo corpo, causar dor, inflamação, alterações nas unhas e até afastamento de atividades diárias.
Outro ponto é que doenças de pele podem ser transmissíveis. Uma pessoa infectada pode passar o problema para familiares e contatos próximos, o que torna o diagnóstico e o tratamento precoce ainda mais importantes.
No cuidado diário, a dermatologista também chama atenção para o fortalecimento da barreira natural da pele. Segundo ela, a pele funciona como proteção, mas pode ficar vulnerável quando sofre agressões repetidas, como suor, umidade, atrito e sujeira.
Entre os hábitos preventivos mais indicados estão:
Por fim, Ito destaca que sinais como coceira persistente, descamação, vermelhidão, manchas, bolhas, feridas que não cicatrizam e dor devem ser considerados alertas. Quando a lesão não melhora em poucos dias, se espalha ou volta com frequência, a recomendação é procurar um dermatologista.