A Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará reforçou o alerta para sinais de agravamento da dengue, principalmente durante o período chuvoso, quando há aumento da proliferação do mosquito Aedes aegypti. Em janeiro de 2026, o Estado registrou 14 casos com sinais de alarme.
Segundo a infectologista Rita Medeiros, qualquer quadro de febre e dor no corpo deve levantar suspeita clínica de dengue. Ela explica que os sinais de alarme, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes e alterações no hematócrito, podem surgir já nos primeiros dias da doença e precisam ser monitorados com atenção.
O tratamento é baseado principalmente em hidratação oral ou venosa, dependendo da gravidade. A especialista alerta que medicamentos como AAS e anti-inflamatórios são contraindicados por aumentarem o risco de sangramentos.
Grupos mais vulneráveis, como idosos, gestantes, crianças e pessoas com doenças crônicas, devem buscar atendimento imediato. A Sespa também reforça a importância de eliminar criadouros do mosquito e manter a vacinação em dia.
Com o aumento das chuvas e da proliferação do Aedes aegypti, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) reforçou o alerta para que profissionais de saúde e população redobrem a atenção aos sinais de agravamento da dengue no Pará. Em janeiro de 2026, o Estado registrou 14 casos com sinais de alarme, o que acende o sinal de atenção para diagnóstico e manejo adequados.
A recomendação é que qualquer quadro de febre associada a dor no corpo, especialmente em períodos chuvosos, seja avaliado com suspeita clínica para dengue. Segundo especialistas, não é necessário aguardar exames laboratoriais para iniciar o acompanhamento em cenários de maior risco epidemiológico.
Sinais que indicam gravidade
De acordo com a infectologista Rita Medeiros, é fundamental observar os chamados sinais de alarme, que podem surgir entre o terceiro e o quarto dia de sintomas. Entre eles estão dor abdominal intensa, vômitos persistentes, tontura, sangramentos e aumento do hematócrito no hemograma.
A médica destaca que muitos casos podem evoluir rapidamente, mesmo sem queda acentuada de plaquetas ou sangramentos visíveis. O acompanhamento clínico e laboratorial adequado é essencial para evitar complicações como hepatite grave e acúmulo de líquidos no organismo.
Tratamento é baseado em hidratação
Não há medicamento específico contra a dengue. O tratamento é feito com hidratação oral ou endovenosa, conforme a gravidade do caso. A orientação é evitar automedicação, principalmente com ácido acetilsalicílico (AAS) e anti-inflamatórios, que aumentam o risco de hemorragias.
Grupos como idosos, crianças, gestantes e pessoas com doenças crônicas devem procurar atendimento médico imediato ao surgirem sintomas.
Prevenção continua essencial
A Sespa reforça que eliminar possíveis criadouros do mosquito é a principal medida preventiva, como manter caixas d’água fechadas, evitar água parada e descartar corretamente recipientes que possam acumular água.
A vacina contra a dengue segue disponível para o público indicado nas unidades de saúde.