Dia do Rim alerta para prevenção e fila de transplantes no Pará

Data reforça importância de exames simples para detectar doenças renais precocemente; mais de 600 pessoas aguardam transplante no estado

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Dia do Rim alerta para prevenção e fila de transplantes no Pará
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O Dia Mundial do Rim, celebrado em 12 de março, reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce das doenças renais, que frequentemente evoluem sem sintomas nas fases iniciais. No Pará, 649 pessoas aguardam por um transplante de rim, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).

De acordo com especialistas, a doença renal crônica pode permanecer silenciosa por anos, o que torna fundamental a realização de exames simples, como creatinina no sangue e análise de urina, capazes de identificar alterações precocemente.

Segundo o nefrologista Américo Cuvello, muitos pacientes só descobrem o problema quando a função renal já está comprometida. Por isso, pessoas com hipertensão, diabetes, obesidade, histórico familiar de doença renal ou doenças cardiovasculares devem realizar acompanhamento regular.

Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que cerca de uma em cada dez pessoas no mundo apresenta algum grau de doença renal, muitas vezes sem diagnóstico.

A campanha do Dia Mundial do Rim 2026 também destaca a relação entre prevenção, qualidade de vida e sustentabilidade, reforçando que evitar a progressão da doença reduz a necessidade de tratamentos complexos, como diálise.

O alerta também se estende às crianças. O tumor de Wilms, câncer renal mais comum na infância, pode ter mais de 90% de chances de cura quando diagnosticado precocemente, segundo especialistas.

Adotar hábitos saudáveis, controlar doenças crônicas e realizar exames periódicos são medidas fundamentais para preservar a saúde dos rins ao longo da vida.

O Dia Mundial do Rim, celebrado nesta quinta-feira (12), chama atenção para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce das doenças renais, condições que muitas vezes evoluem de forma silenciosa e podem comprometer gravemente a saúde. No Pará, 649 pessoas aguardam por um transplante de rim, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), o que reforça a necessidade de ampliar a conscientização sobre o tema.

A data é celebrada anualmente na segunda quinta-feira de março e busca estimular a população a adotar hábitos saudáveis e realizar exames que ajudam a identificar precocemente alterações nos rins.

Segundo especialistas, a doença renal crônica pode avançar por anos sem apresentar sintomas, o que dificulta o diagnóstico. De acordo com o nefrologista Américo Cuvello, do Centro Especializado em Nefrologia e Diálise do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, um dos maiores desafios no enfrentamento da doença é justamente esse caráter silencioso.

Segundo o médico, em muitos casos o paciente só percebe sinais quando a função renal já está comprometida, o que torna o diagnóstico precoce fundamental para evitar a progressão da doença.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que cerca de uma em cada dez pessoas no mundo apresenta algum grau de doença renal, muitas vezes sem saber.

Exames simples ajudam a identificar alterações

Para detectar possíveis problemas renais, especialistas recomendam exames simples e acessíveis, que podem ser realizados na rede de saúde.

Entre os principais estão a dosagem de creatinina no sangue, que avalia o funcionamento dos rins, e o exame de urina, capaz de identificar alterações como presença de proteína ou sangue.

Segundo Américo Cuvello, esses exames fazem parte do rastreio inicial e são importantes especialmente para pessoas que possuem fatores de risco.

Entre os grupos que precisam de maior atenção estão pessoas com:

  • Hipertensão arterial
  • Diabetes
  • Obesidade
  • Histórico familiar de doença renal
  • Doenças cardiovasculares
  • Tabagismo
  • Idosos

De acordo com o especialista, o acompanhamento regular e o controle dessas condições ajudam a reduzir significativamente o risco de evolução da doença renal crônica.

Fila por transplante ainda preocupa

Apesar dos avanços no tratamento, muitos pacientes ainda dependem de terapias renais substitutivas, como a hemodiálise ou o transplante.

Dados da Central Estadual de Transplantes (CET) apontam que o Pará registrou 60 transplantes renais em 2024, 64 em 2025 e 10 procedimentos em 2026, até o dia 11 de março.

Mesmo assim, 649 pessoas permanecem na fila aguardando por um rim no estado.

Quando a doença renal evolui para estágios avançados, o paciente pode precisar de hemodiálise, procedimento realizado regularmente para substituir a função dos rins na filtragem do sangue.

Campanha destaca prevenção e sustentabilidade

A campanha do Dia Mundial do Rim 2026, promovida pela Sociedade Brasileira de Nefrologia, também amplia o debate ao relacionar saúde e sustentabilidade.

Com o tema “Cuidar de pessoas e proteger o planeta”, a mobilização chama atenção para o impacto ambiental dos tratamentos renais avançados e reforça que prevenir a doença também significa reduzir a necessidade de terapias complexas, que demandam grande estrutura hospitalar.

Segundo especialistas, quando o diagnóstico ocorre tardiamente, aumentam as chances de o paciente precisar de tratamentos como diálise, que impactam não apenas a rotina do paciente, mas também o sistema de saúde.

Hábitos do dia a dia influenciam a saúde dos rins

Além de fatores genéticos e doenças crônicas, hábitos cotidianos também influenciam diretamente a saúde renal.

Entre os comportamentos que podem prejudicar o funcionamento dos rins estão:

  • Consumo excessivo de sal
  • Alimentação rica em ultraprocessados
  • Hidratação insuficiente
  • Automedicação, especialmente com anti-inflamatórios
  • Controle inadequado da pressão arterial e da glicemia

A Organização Mundial da Saúde recomenda que o consumo diário de sódio não ultrapasse dois gramas por dia, o equivalente a cerca de cinco gramas de sal.

Segundo especialistas, a prevenção envolve uma combinação de alimentação equilibrada, prática de atividades físicas, controle de doenças crônicas e realização periódica de exames médicos.

Doenças renais também podem afetar crianças

O Dia Mundial do Rim também chama atenção para doenças renais que atingem o público infantil, como o tumor de Wilms, o tipo de câncer renal mais comum na infância.

Segundo a oncologista pediátrica Monica Cypriano, do Hospital do GRAACC, o tumor costuma aparecer principalmente em crianças entre 2 e 5 anos de idade.

De acordo com a especialista, os primeiros sinais muitas vezes são percebidos pelos próprios pais durante atividades do dia a dia, quando notam aumento do volume abdominal ou um caroço na barriga da criança.

Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) indicam que, quando o diagnóstico é realizado precocemente e o tratamento ocorre em centros especializados, as chances de cura podem ultrapassar 90%.

Entre os sinais que merecem atenção estão:

  • Aumento do abdômen
  • Presença de massa abdominal
  • Dor na barriga
  • Febre sem causa aparente
  • Perda de apetite
  • Sangue na urina

Especialistas reforçam que a observação dos sintomas e a busca por avaliação médica são essenciais para o diagnóstico precoce.


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