Dor no ombro aumenta com idade e exige atenção médica

Especialistas alertam que desgaste natural do ombro pode comprometer movimentos, sono e qualidade de vida após os 40 anos

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Dor no ombro aumenta com idade e exige atenção médica
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O avanço da idade pode trazer impactos importantes para a saúde das articulações, especialmente nos ombros. Especialistas alertam que o desgaste do chamado manguito rotador, conjunto de músculos e tendões responsável pelos movimentos do ombro, se torna mais comum após os 40 anos e pode provocar dores persistentes, perda de força e dificuldade para realizar tarefas simples do dia a dia.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo, muitas pessoas demoram para buscar atendimento por acreditarem que a dor faz parte apenas do envelhecimento natural. No entanto, o problema pode evoluir e comprometer significativamente a qualidade de vida.

Entre os principais sintomas estão dor ao levantar o braço, desconforto ao dormir, limitação de movimentos e fraqueza muscular. O tratamento varia conforme a gravidade da lesão e pode incluir fisioterapia, fortalecimento muscular e acompanhamento especializado.

Nos casos mais avançados, a cirurgia pode ser necessária, seguida de um longo período de reabilitação. Especialistas reforçam que manter a musculatura ativa e procurar ajuda médica ao perceber dores persistentes são medidas fundamentais para evitar agravamentos.

Levantar o braço, vestir uma camisa ou alcançar objetos em prateleiras altas. Atividades simples do cotidiano podem se transformar em desafios dolorosos com o avanço da idade. O motivo está no desgaste progressivo das estruturas do ombro, especialmente do manguito rotador, região responsável pela estabilidade e movimentação da articulação. Especialistas alertam que o problema é cada vez mais comum após os 40 anos e pode comprometer significativamente a qualidade de vida quando ignorado.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo, o envelhecimento natural do corpo favorece o enfraquecimento dos músculos e tendões do ombro, aumentando o risco de lesões mesmo sem traumas graves ou esforços intensos.

Estudos recentes apontam que alterações no manguito rotador aparecem em praticamente todas as pessoas acima dos 40 anos, embora nem todos os casos provoquem sintomas imediatos.

Dor persistente é sinal de alerta

Os sintomas geralmente surgem de forma gradual. Em muitos casos, o desconforto começa como uma dor leve e passa despercebido durante meses ou anos. Com o agravamento da lesão, tarefas simples passam a exigir esforço maior e provocam limitação funcional.

Entre os principais sinais de alerta estão:

  • Dor constante no ombro;
  • Dificuldade para levantar o braço;
  • Perda de força;
  • Estalos e desconforto nos movimentos;
  • Dor ao dormir, especialmente ao deitar sobre o lado afetado;
  • Limitação para tarefas rotineiras.

O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo, Dr. Eduardo Malavolta, destaca que muitas pessoas associam os sintomas apenas ao envelhecimento e acabam demorando para procurar ajuda especializada.

“É comum que pacientes associem essas dores apenas à idade e demorem para buscar ajuda. Mas, dependendo do grau da lesão, a limitação pode impactar bastante a qualidade de vida e a independência da pessoa”, explica o especialista.

Diagnóstico precoce pode evitar cirurgia

Especialistas reforçam que o diagnóstico precoce é um dos fatores mais importantes para impedir a evolução das lesões. Em muitos casos, o tratamento conservador consegue controlar a dor e recuperar os movimentos sem necessidade de cirurgia.

O acompanhamento costuma envolver:

  • Fisioterapia;
  • Fortalecimento muscular;
  • Correção postural;
  • Controle da inflamação;
  • Exercícios específicos para estabilização do ombro.

Além da redução da dor, o tratamento ajuda a preservar a mobilidade e evitar perda funcional da articulação.

De acordo com especialistas da área ortopédica, lesões do manguito rotador atingem uma parcela significativa da população adulta e aumentam conforme o envelhecimento.

Quando a cirurgia é necessária

Nos quadros mais avançados, principalmente quando há ruptura importante dos tendões ou perda severa da função do ombro, a cirurgia pode se tornar necessária.

Nesses casos, o objetivo é restaurar os movimentos e aliviar os sintomas que comprometem atividades básicas do dia a dia.

“Em geral, é necessário um período de cerca de seis semanas de imobilização, com uso de tipoia, seguido por fisioterapia prolongada, normalmente por pelo menos quatro meses. A recuperação completa pode levar cerca de seis meses, exigindo dedicação do paciente ao processo de reabilitação”, afirma o especialista.

Em situações consideradas graves, pode haver necessidade de procedimentos mais complexos, como transferências musculares ou até próteses de ombro, conhecidas como artroplastias.

Sedentarismo e envelhecimento aumentam riscos

Especialistas alertam que o sedentarismo pode acelerar ainda mais o desgaste articular. A perda de massa muscular ao longo dos anos reduz a estabilidade do ombro e favorece inflamações e rupturas tendíneas.

A recomendação médica é manter hábitos preventivos ao longo da vida, incluindo:

  • Atividade física regular;
  • Fortalecimento muscular supervisionado;
  • Alongamentos;
  • Boa postura;
  • Acompanhamento médico diante de dores persistentes.

“Embora o desgaste do ombro esteja relacionado ao envelhecimento natural do corpo, manter a musculatura fortalecida e procurar acompanhamento médico diante de sintomas persistentes pode fazer diferença na evolução do quadro e na recuperação do paciente”, conclui o presidente da SBCOC.


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