Os hospitais universitários Bettina Ferro e Barros Barreto, da UFPA em Belém, participam neste sábado (30) do Dia E do Projeto HU Brasil em Ação. A força-tarefa nacional, focada na saúde da pessoa idosa, deve realizar cerca de 3 mil procedimentos no Pará, entre consultas em oftalmologia e otorrinolaringologia, exames de imagem (tomografias, ressonâncias, mamografias), cirurgias (hernioplastias, colecistectomias, oftalmológicas), biópsias e tratamentos oncológicos. Os atendimentos são exclusivos para pacientes já agendados. O envelhecimento acelerado da população brasileira — que passou de 11,3% de idosos em 2012 para 16,6% em 2025 — reforça a importância da ação, que integra 45 hospitais da Ebserh em todo o país.
O Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Pará (CHU-UFPA), formado pelos hospitais universitários Barros Barreto (HUJBB) e Bettina Ferro (HUBFS), participa neste sábado (30) do Dia E do Projeto HU Brasil em Ação. A iniciativa ocorre simultaneamente nos 45 hospitais vinculados à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) em todo o país. Nesta edição, a força-tarefa tem foco na saúde da pessoa idosa e prevê mais de 40 mil atendimentos em âmbito nacional, incluindo consultas, exames, tratamentos clínicos e cirurgias eletivas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
No Pará, a ação deve realizar cerca de 3 mil procedimentos especializados nos dois hospitais universitários. Os atendimentos são destinados exclusivamente a pacientes previamente agendados. Não haverá atendimento por demanda espontânea.
Serviços especializados em cada unidade
No Hospital Bettina Ferro, o foco será a assistência ambulatorial em oftalmologia e otorrinolaringologia. Serão oferecidas consultas, exames auditivos e oftalmológicos, acompanhamento para adaptação de aparelhos auditivos, além de cirurgias oftalmológicas e tratamentos voltados a glaucoma, catarata, estrabismo, pterígio (carne crescida) e outras condições que impactam a qualidade de vida da população idosa.
Já no Hospital Barros Barreto, a programação contempla exames de imagem como tomografias computadorizadas, ressonâncias magnéticas e ultrassonografias, além de mamografias, colonoscopias, exames laboratoriais, espirometrias (avaliação da função pulmonar), biópsias, quimioterapias, radioterapias e cirurgias em diferentes especialidades. Entre os procedimentos previstos estão hernioplastias (cirurgias de hérnia), colecistectomias (retirada da vesícula biliar), cirurgias odontológicas, biópsias de tireoide e acompanhamento terapêutico em áreas estratégicas da assistência oncológica e clínica.
Contexto do envelhecimento no Brasil
A força-tarefa nacional ocorre em meio ao avanço do envelhecimento no Brasil. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada pelo IBGE no mês passado, mostram que a parcela de brasileiros com 60 anos ou mais passou de 11,3% em 2012 para 16,6% em 2025. A projeção do instituto é que, em 45 anos, esse grupo represente cerca de 37,8% dos habitantes do país, o equivalente a mais de 75 milhões de pessoas.
A superintendente do CHU-UFPA, Regina Feio Barroso, destacou a importância da mobilização para ampliar a capacidade de resposta da rede pública. O envelhecimento da população exige cada vez mais organização da assistência especializada e ampliação do acesso aos serviços de saúde. O Dia E permite acelerar atendimentos já regulados pelo SUS e garantir mais agilidade para pacientes que aguardam consultas, exames, procedimentos e cirurgias, especialmente em áreas com grande demanda, afirmou.
Projeto HU Brasil em Ação
O Dia E faz parte do Projeto HU Brasil em Ação, uma iniciativa da Rede HU Brasil em parceria com os Ministérios da Educação e da Saúde. O projeto foi criado para ampliar o acesso da população a cirurgias eletivas, consultas, exames e procedimentos diagnósticos e terapêuticos por meio do SUS. A mobilização ocorre de forma simultânea nos 45 hospitais vinculados à Ebserh em todo o país.
Em 2025, foram realizadas três edições nacionais do Dia E, que somaram quase 100 mil atendimentos. Em 2026, a iniciativa chega à sua segunda edição. A primeira ocorreu em março, com foco na saúde da mulher, e contabilizou mais de 45 mil atendimentos em âmbito nacional.
Além de contribuir para a redução das filas e do tempo de espera no SUS, as ações envolvem residentes e graduandos, promovendo uma formação voltada para um cuidado qualificado, humanizado e conectado às necessidades da população.
Por Portal Belém com redação de Antonia Ribeiro.