Marcha das Mulheres Negras ocupa ruas de Belém com pautas por igualdade e representatividade

Mobilização reuniu movimentos sociais, lideranças e coletivos no encerramento do Julho das Pretas 

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Marcha das Mulheres Negras ocupa ruas de Belém com pautas por igualdade e representatividade
Mulheres Negras Amazônidas / @‌mulheres.negras.amazonidas
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A 11ª Marcha das Mulheres Negras em Belém ocupou o entorno da Praça da República no sábado (25), reunindo movimentos sociais, coletivos feministas, lideranças comunitárias, artistas, estudantes e representantes de diferentes gerações.

Com o tema “Ancestralidade: um projeto de futuro que se faz agora”, o ato encerrou a programação do Julho das Pretas e destacou a importância das mulheres negras na construção histórica, cultural e política da Amazônia.

A mobilização defendeu direitos, democracia, justiça racial, reparação histórica e maior participação política das mulheres negras amazônidas. Por ocorrer em ano eleitoral, a edição também reforçou a cobrança por representatividade nos espaços de poder e compromissos reais com a população negra.

Realizada anualmente desde 2016, a marcha se consolidou como um dos principais atos públicos do Julho das Pretas no Pará. A caminhada integrou uma articulação nacional de mulheres negras em defesa do Bem Viver, da memória ancestral e do enfrentamento ao racismo.

A 11ª Marcha das Mulheres Negras em Belém ocupou as ruas do centro da capital paraense no sábado (25), reunindo manifestantes, movimentos sociais, lideranças comunitárias, artistas, estudantes e representantes de diferentes gerações em defesa de direitos, democracia, justiça racial e maior participação política das mulheres negras amazônidas.

A mobilização marcou o encerramento da programação do Julho das Pretas, mês dedicado a ações, debates e campanhas contra o racismo. A concentração começou às 9h, em frente ao Quilombo da República (QR), na área da Praça da República. Em seguida, as participantes caminharam pelo entorno da praça e retornaram ao ponto inicial.

Neste ano, o ato teve como tema “Ancestralidade: um projeto de futuro que se faz agora”. A proposta foi destacar a presença histórica das mulheres negras na construção da Amazônia e reforçar que o enfrentamento ao racismo passa também pela memória, pela organização coletiva e pela disputa por espaços de decisão.

De acordo com a organização, a marcha buscou chamar atenção para a necessidade de reconhecer o legado das mulheres negras na formação social, cultural e política da região. A mobilização também reforçou a importância de transformar essa história em políticas públicas, representatividade e garantia de direitos.

Por ocorrer em ano de eleições gerais, a edição de 2026 ganhou caráter estratégico. Ao longo do percurso, discursos, intervenções culturais e palavras de ordem pautaram a ampliação da representatividade negra nos espaços de poder, a defesa da democracia e a cobrança por compromissos concretos com a população negra.

A caminhada reuniu organizações do movimento negro, coletivos feministas, lideranças de terreiros, pesquisadoras, estudantes, artistas locais e pessoas ligadas a movimentos comunitários. O ato também contou com manifestações culturais que reforçaram a conexão entre ancestralidade, território e luta social.

Realizada anualmente desde 2016, a Marcha das Mulheres Negras em Belém se consolidou como uma das principais ações públicas do Julho das Pretas no Pará. A cada edição, o movimento amplia pautas relacionadas à reparação histórica, combate ao racismo, igualdade de oportunidades, proteção das mulheres e fortalecimento de políticas públicas.

A mobilização em Belém integra uma articulação nacional de mulheres negras que reivindica justiça racial, reparação histórica e promoção do Bem Viver. O conceito, presente nos movimentos sociais, defende condições dignas de vida, acesso a direitos, respeito aos territórios, preservação da memória e valorização das comunidades.

O encerramento do ato celebrou a união entre diferentes gerações e destacou as parcerias construídas durante a campanha de ativismo contra o racismo ao longo de julho. Para as organizadoras, a marcha não se encerra na caminhada: ela representa a continuidade de uma agenda política, cultural e social que atravessa o ano inteiro.

A edição também reforçou que a presença das mulheres negras nas ruas é uma forma de afirmar existência, memória e futuro. Em Belém, a marcha transformou o centro da cidade em espaço de reivindicação, celebração e construção coletiva.

O que foi a marcha

A 11ª Marcha das Mulheres Negras em Belém foi um ato público em defesa de direitos, democracia, justiça racial e participação política.

A concentração ocorreu na Praça da República, em frente ao Quilombo da República, e reuniu movimentos sociais, coletivos feministas, lideranças comunitárias e representantes da cultura local.

Tema da edição

O tema de 2026 foi “Ancestralidade: um projeto de futuro que se faz agora”.

A proposta foi valorizar a memória das mulheres negras na Amazônia e relacionar ancestralidade com participação política, democracia e construção de futuro.

Julho das Pretas

A marcha encerrou a programação do Julho das Pretas em Belém.

O mês reúne ações de mobilização, formação, debates e campanhas de enfrentamento ao racismo, com foco nas pautas das mulheres negras.

No Pará, a marcha se consolidou como um dos principais atos públicos da programação.

Serviço

  • O quê: 11ª Marcha das Mulheres Negras em Belém.
  • Quando: sábado, 25 de julho.
  • Onde: Praça da República, no centro de Belém.
  • Concentração: em frente ao Quilombo da República.
  • Horário: a partir das 9h.
  • Tema: “Ancestralidade: um projeto de futuro que se faz agora”.

Objetivo: defender direitos, democracia, justiça racial e participação política das mulheres negras amazônidas.


FONTE: G1
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