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15/01/2020 às 10h00min - Atualizada em 15/01/2020 às 10h00min

Belém das cores, dos sabores, dos cheiros e da música

A toda hora, surgem novos artistas que buscam inspiração em diferentes aspectos da cidade morena

Andreza Gomes
Jornalista do belem.com.br
Zara Gentil mistura as raízes alenqueirenses ao amor por Belém em suas composições (Foto: Lorena Rodrigues)
   
Belém completou 404 anos neste mês de janeiro e um dos seus atrativos culturais é a rica cena musical. As paisagens da cidade, os cheiros, as cores e sabores da culinária de Belém são inspiração para as canções de autores e músico paraenses. A toda hora, novos artistas surgem e buscam referências em diferentes aspectos na cidade morena, a Flor do Grão-Pará, como já cantava o mestre Chico Senna.
 
Um dos nomes em destaque na música paraense é o do guitarrista e compositor Rafael Guerreiro, que começou na carreira quando tinha 15 anos, tocando em bandas de rock e grupos parafolclóricos.
 
“Tocava em grupos de carimbó e, com os estudos no Conservatório Carlos Gomes, pude desenvolver um trabalho de pesquisa musical e de educação nas escolas públicas, onde atualmente sou professor”, conta.
 
Em 2017, o artista lançou sua carreira solo. Rafael Guerreiro apresentou seu primeiro EP e agora irá fazer o show de lançamento do novo trabalho, “Kamaleonik”.
 
“Este EP é composto de três músicas que mostram um processo bem interessante, pois comecei a mexer nos programas de estúdio. Nas músicas, vocês vão encontrar guitarradas, um pouco de música eletrônica e outros instrumentos musicais”, relata.
 
O nome Kamaleonik é devido ao fato de serem três faixas de música, cada uma com sua identidade própria.


 
Novos nomes
 
Zara Gentil, belenense nata, neta do músico Fávila Gentil, da cidade de Alenquer, entrou no mundo da música aos 19 anos, durante o curso de música da Universidade Federal do Pará (Ufpa) e montou a sua primeira banda com os alunos do curso, a Frequência Amazônica.
 
“A primeira vez que entrei no estúdio pra gravar uma música do meu avô, que é de Alenquer, foi um álbum feito para homenagear os alenqueirenses, produzido pelo escritor Benedicto Monteiro”, conta a artista.
 
Durante uma década, Zara parou e em 2010 retomou o contato com a música por meio do Instituto Universidade Popular. 
 
“A Unipop me trouxe esta oportunidade para voltar ao cenário artístico por meio de um programa voltado para arte e educação, através do teatro, e o diretor do teatro, Alexandre, me chamou para cantar em três espetáculos da instituição”, relembra.
 
Zara sempre escrevia composições, mas não acreditava que suas músicas fossem realmente ganhar melodia e divulgação. “Comecei a mostrar minhas composições para algumas pessoas e, em 2017, lancei meu primeiro trabalho autoral, que foi ‘Lápis, papel e copos’ e ‘Vem pras ruas’. Os dois singles estão disponíveis em todas as plataformas digitais”, informa.

Para o ano de 2020, Zara pretende lançar seu novo EP com cinco faixas. O trabalho tem a parceria do músico Rafael Guerreiro.
 
“O Rafael, além de meu parceiro musical, é meu companheiro de vida e agora vamos fazer este novo trabalho com outros músicos, Mano Ió e o Vitinho Mará”, adianta.
 
O novo trabalho de Zara é voltado para as experiências sonoras que ouvia quando ia para a praia, mas vai abranger vários gêneros musicais como: guitarrada, reggae, afoxé e muito carnaval.
 
“Eu sou uma pessoa extremamente ligada à praia e a minha experiência praiana é o fio condutor desse meu novo EP.  Vamos fazer o primeiro EP com essa essência que me move, que faz realmente vibrar. Vamos retratar sonoramente essa experiência sonora da praia, com foco no reggae e carimbó”, finaliza.
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