O leite de búfala produzido no Marajó tem ganhado cada vez mais destaque , o produto oferece até 40% mais aproveitamento industrial do que o leite bovino. Esse aproveitamento se deve às técnicas de melhoramento genético. Cerca de 100 búfalos fizeram parte do Programa de Melhoramento Genético Animal, desenvolvido pela Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), no Marajó.
“Com acesso às biotécnicas, a produção saltou de uma média de 5 a 6 litros para até 15 litros por animal. O Marajó tem papel fundamental nesse avanço, pois é onde tudo começa”, destaca o médico veterinário Augusto Peralta, da Copan.
Os animais são originários da Fazenda Paraíso, que fica localizada em Cachoeira do Arari, no arquipélago do Marajó. Os búfalos foram transferidos para a fazenda Paraíso II, na comunidade de Curuperé-Mirim, em Abaetetuba. Apesar da mudança de ambiente, a produtividade se manteve por conta do uso de biotecnologias como Inseminação Artificial por Tempo Fixo (IATF) e Produção In Vitro de Embriões (PIVE).
A médica veterinária Anelise Ramos destaca a facilidade de adaptação dos búfalos marajoaras mesmo fora de sua região de origem “Esses animais apresentam facilidade de adaptação e mantêm excelente produtividade. A genética marajoara tem se mostrado extremamente eficaz”.
Com informações de Notícia Marajó