Fórum no Pará debate contaminação por mercúrio no Tapajós

Encontro reuniu MP, BNDES e entidades para discutir políticas de saúde, meio ambiente e financiamento de projetos sustentáveis.

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Fórum no Pará debate contaminação por mercúrio no Tapajós
Reunião do Fórum Paraense de Combate aos Impactos da Contaminação Mercurial na Bacia do Tapajós — Foto: Ascom MPPA / Divulgação

 

O Fórum Paraense de Combate aos Impactos da Contaminação Mercurial na Bacia do Tapajós realizou nova reunião para avaliar e propor medidas contra os efeitos do mercúrio na região. O evento, organizado pela Promotoria de Justiça de Santarém, contou com a participação de representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) – Departamento de Gestão do Fundo Amazônia, além de membros do Ministério Público Estadual (MPPA), Federal (MPF) e do Trabalho (MPT), universidades e organizações não governamentais.

Criado em abril de 2024, o Fórum tem como objetivo monitorar e propor políticas públicas para reduzir os danos causados pelo mercúrio, metal pesado amplamente utilizado no garimpo ilegal e que contamina rios, peixes e populações tradicionais. Entre as ações discutidas estão campanhas informativas, capacitação de profissionais de saúde e apoio a projetos sustentáveis.

Representantes do Fundo Amazônia apresentaram editais disponíveis para financiamento de iniciativas relacionadas ao monitoramento ambiental, desenvolvimento sustentável e saúde pública. O fundo é um dos principais instrumentos do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia (PPCDAM).

O Grupo de Trabalho (GT) de Saúde propôs a realização de um seminário técnico no segundo semestre, com foco no treinamento de médicos e enfermeiros para identificar e notificar casos de intoxicação por mercúrio. Já o GT de Meio Ambiente sugeriu a produção de material educativo para alertar a população sobre os riscos da mineração ilegal e da degradação do Rio Tapajós.

Pesquisadores da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e da Universidade do Estado do Pará (UEPA), junto com o Ministério da Saúde, apresentaram dados recentes sobre a contaminação na região. Também foi debatida a expansão de testes de mercúrio em comunidades ribeirinhas e indígenas.

Entre as instituições presentes estavam Ibama, Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Semas), WWF Brasil, Projeto Saúde e Alegria e Sapopema. A próxima reunião está marcada para 11 de agosto, no MPF em Santarém, com o objetivo de ampliar a participação de lideranças indígenas nas discussões.

Com informações do G1.


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