Tarifa dos EUA ameaça setor madeireiro do Pará em 2025

Com quase US$ 100 milhões exportados em 2024, indústria madeireira paraense pode sofrer impactos diretos da nova tarifa de 50% imposta pelos EUA

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Tarifa dos EUA ameaça setor madeireiro do Pará em 2025
Seleção de troncos de madeira no campo. (Foto: Freepick)
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Com a recente imposição de uma tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras pelos Estados Unidos, o setor madeireiro do Pará acende um sinal de alerta. Em 2024, o estado exportou quase US$ 100 milhões em madeira para o mercado norte-americano, que representa mais de 40% da demanda internacional por produtos florestais brasileiros. A decisão do governo dos EUA pode causar efeitos devastadores na economia local, com impacto direto sobre o emprego, a sustentabilidade ambiental e a saúde financeira de pequenas e grandes empresas.

A nova tarifa de 50% anunciada pelo governo dos Estados Unidos sobre importações brasileiras pode afetar diretamente a economia florestal do Pará, que em 2024 exportou cerca de US$ 97 milhões em madeira apenas para o mercado norte-americano. A medida preocupa produtores locais, que enxergam na taxação um risco não só para os lucros, mas também para a sustentabilidade da produção e a manutenção de empregos na cadeia produtiva.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, os EUA absorveram mais de 40% das exportações brasileiras de produtos florestais no último ano. Para o diretor executivo da Aimex, Deryck Martins, essa dependência concentrada deixa o setor vulnerável a oscilações internacionais.

Com o aumento dos custos operacionais, algumas empresas podem recorrer a alternativas menos sustentáveis para competir, reduzindo o uso de madeira certificada e optando por matérias-primas de menor qualidade ambiental.

O impacto social também preocupa. Desde pequenos fornecedores a grandes exportadoras, a cadeia produtiva inteira pode enfrentar cortes, demissões e desaceleração. Em resposta, a Federação das Indústrias do Estado do Pará articula ações com o governo federal, CNI e parceiros internacionais para tentar reverter ou mitigar os efeitos da medida via canais diplomáticos e jurídicos.

Como resposta estratégica, o setor já trabalha em alternativas. Missões comerciais para a China, Europa e Caribe estão em andamento, com o apoio da FIEPA e outras entidades, em busca de novos mercados que possam compensar a retração nas exportações para os EUA.

Com informações do O Liberal.


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