O Pará acaba de registrar um marco histórico na segurança pública. O mês de julho de 2025 foi o menos violento da série histórica iniciada em 2010, consolidando uma tendência de queda que vem sendo observada nos últimos anos. De acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (01) pela Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), o estado alcançou o menor número de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) para o período, com 132 casos registrados.
Os números, apurados pela Secretaria Adjunta de Inteligência e Análise Criminal (Siac), não deixam dúvidas sobre o avanço. A redução foi de 18,01% em comparação com o mesmo mês de 2024, que teve 161 ocorrências. O contraste se torna ainda mais expressivo quando olhamos para trás: em relação a julho de 2018, a queda é de impressionantes 52,69%. Com esse resultado, julho de 2025 se consagra como o segundo melhor mês de toda a série histórica, superado apenas por fevereiro deste ano.
Mais de 1.400 vidas preservadas em 2025
A análise dos dados acumulados reforça o cenário positivo. Nos sete primeiros meses de 2025, o Pará somou 1.019 casos de CVLI, uma diminuição de 10,06% em relação aos 1.133 registrados no mesmo período do ano anterior. O verdadeiro impacto dessa política de segurança, contudo, é medido em vidas. Em comparação com o acumulado de janeiro a julho de 2018, quando o estado contabilizou 2.432 mortes violentas, a redução chega a 58,10%, o que significa que 1.413 vidas foram preservadas.
Para o secretário de Segurança Pública, Ualame Machado, os números são reflexo de uma estratégia contínua e integrada, amparada por fortes investimentos do Governo do Estado. "Mais uma vez, os dados mostram que o Pará tem avançado significativamente em relação a seis anos atrás, quando o estado figurava entre os mais violentos do país. O trabalho integrado entre as forças de segurança, aliado às ações de inteligência, infraestrutura e qualificação dos agentes, vem permitindo uma queda consistente e sistemática dos índices de criminalidade", avalia o titular da Segup.
Estratégia multifacetada: das ruas à investigação
O sucesso da política de segurança não se deve a um único fator, mas a uma combinação de ações que vão desde a presença policial ostensiva até a investigação qualificada. O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Dilson Júnior, atribui a queda histórica à presença constante dos agentes nas ruas.
"Isso é resultado direto dos investimentos do Governo do Estado em infraestrutura, novos veículos, armamentos modernos e capacitação dos nossos policiais. Essa presença efetiva é essencial para prevenção e repressão ao crime", destaca o comandante.
Do outro lado, a Polícia Civil tem focado em desarticular o crime organizado através de operações estratégicas. O delegado-geral, Raimundo Benassuly, citou o impacto de ações recentes. "Deflagramos operações com resultados expressivos, como a Basilisco de Roko, em abril, com 50 prisões; a Muralha Estadual, em maio, com 223 prisões em um único dia; e, em julho, a Entrega Final, com 35 presos. Essas ações refletem a eficiência investigativa e o trabalho integrado", afirmou.
Nos últimos anos, o governo paraense tem apostado em tecnologia de ponta, com a aquisição de viaturas, lanchas blindadas, drones com câmeras termais e sistemas de videomonitoramento, além de investir na formação e capacitação de novos servidores, fortalecendo a capacidade de resposta das forças de segurança em todo o território.
Com informações de Agência Pará.