O Ministério Público Federal entrou com uma ação na Justiça para exigir medidas urgentes para o povo Awaeté Parakanã, no Pará, que enfrenta uma grave crise humanitária. A situação crítica de falta de água potável, devido ao não cumprimento de promessas do DNIT de construir poços, força as comunidades a beberem água de rios, levando a surtos de doenças e mortes por diarreia. Ao mesmo tempo, a paralisação do transporte para escoar a produção agrícola causou um prejuízo colossal de quase R$ 19 milhões às aldeias, que não conseguem vender seus produtos nos mercados urbanos.
O Ministério Público Federal (MPF) acionou a Justiça Federal na última quarta-feira (20) para exigir soluções imediatas para a crise humanitária que afeta o povo indígena Awaeté Parakanã, no sudeste do Pará.
A petição alerta para falhas críticas no fornecimento de água potável e a paralisação do transporte para escoar a produção agrícola, situações que colocam em risco a saúde e a subsistência das comunidades. O problema mais grave é a falta de água.
Compromissos assumidos há oito anos pelo DNIT para construir poços artesianos nunca foram cumpridos. Os indígenas dependem de poços rasos que secam na estiagem e de um sistema de bombas solares danificado, sendo forçados a consumir água de igarapés não tratada, o que já causou aumento de doenças e mortes por diarreia.
Paralelamente, a paralisação do transporte de produção, previsto em um termo que não foi renovado, causou um prejuízo estimado de R$18,9 milhões às 31 aldeias. Sem conseguir escoar produtos como açaí para centros urbanos, elas são obrigadas a vender a preços muito mais baixos localmente.
O MPF pede à Justiça a distribuição emergencial de água por caminhões-pipa, a construção de cisternas, o restabelecimento imediato do transporte e uma indenização pelos prejuízos já sofridos.
Fonte: G1.