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02/09/2019 às 18h23min - Atualizada em 02/09/2019 às 18h23min

51% dos paraenses
fazem exercícios físicos

O ciclismo é a prática mais comum para quem busca qualidade de vida

Portal Belém
Klaus em uma de suas maiores paixões, o ciclismo (Crédito: Arquivo pessoal).

Exercícios físicos fazem bem à saúde e estão cada vez mais frequentes na rotina dos paraenses. Atualmente, mais de 51% da população do estado pratica algum tipo de exercício físico, aponta a pesquisa realizada, no ano passado, pela Vigilância de Fatores de Riscos e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (VITEL).

 

O ciclismo é uma das práticas esportivas mais comuns entre os paraenses que usam a bicicleta como meio de transporte e lazer, é o que explica o professor de graduação em Educação Física, Gabriel Pereira Neto. "Seja no primeiro caso ou no segundo, o ciclismo pode trazer inúmeros benefícios para seus praticantes. Contribui na redução de tensões do dia a dia, pois há liberação de endorfina e adrenalina que aumentam a sensação de bem-estar, além de melhorar a resistência, força e potência muscular, pois é uma forma de treinamento eficiente para diversos grupos musculares", afirmou.

 

O professor explica que esses são apenas uns dos inúmeros benefícios do esporte, mas é preciso saber aumentar gradativamente a intensidade e o volume dos treinos. "É importante não descuidar dos equipamentos de proteção, como luzes, farol, capacete, luvas, roupas apropriadas, hidratação e ter cuidados redobrados em cidades que não proporcionam infraestrutura adequada para a prática do ciclismo", disse Gabriel.

Fabíola Viana, 47 anos, autônoma, aprendeu a andar de bicicleta ano passado, com o grupo Bike Anjo, movimento que incentiva o uso de bicicletas em Belém e que tem 170 ciclistas cadastrados. Para ela, andar de bicicleta a fez ter mais vida. “A sensação que eu tive, quando aprendi, foi de conquista, de superação de limites, porque eu acreditava que nunca ia conseguir me equilibrar em duas rodas e hoje, quando eu pedalo, sinto liberdade, sinto autonomia, me sinto forte”, explicou.

 

Walter Silva, 55 anos, professor, aprendeu a andar de bicicleta com o pai e depois disso seu amor pelo esporte só aumentou. Hoje ele pedala de três a cinco vezes por semana. "Ando com mais frequência nos fins de semana. De forma sistemática estou há dois anos, embora andava de bike para o trabalho durante a semana. Tive mais disposição e melhoria nas dores lombares e nas articulações, assim como melhoria no sistema cardíaco, conforme meu cardiologista", relatou o amante do esporte, que percorreu 252 Km de Belém a Ajuruteua, em novembro do ano passado.

 

O servidor público, Klaus Rhossard, de 45 anos, também é apaixonado pelo esporte. Além de montar sua própria bicicleta, Klaus entrou para os grupos que pedalam pela capital. "Passávamos o sábado ou domingo inteiro pedalando. Íamos para estrada, Ramos e trilhas de Benevides, Santa Isabel, Castanhal, alça viária e Barcarena. Além da saúde biológica tinha a saúde mental e social, pois pedalar é uma terapia”, disse Klaus, que pedala sempre que tem tempo livre.

 

Murilo Rodrigues, 35 anos, integrante do Bike Anjo, movimento que incentiva o uso de bicicletas em Belém e que tem 170 ciclistas cadastrados, se apaixonou pelo esporte ao observar, pelas janelas do carro, os ciclistas que trafegavam pelas ruas da cidade. “Fico extremamente ansioso quando estou preso em algum congestionamento. O desgaste mental acaba sendo muito maior que o desgaste físico de quando estou pedalando. Há comprovação de que o uso da bicicleta melhora o humor e aumenta a produtividade de empresas que têm funcionários se deslocando de bicicleta ao trabalho. Pela rede Bike Anjo temos uma palestra chamada "motivos irresistíveis para ir de bicicleta ao trabalho", em que mostramos a apresentação pautada em pesquisas realizadas pelo mundo afora”, concluiu.

 

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