Incêndios em lixões do Pará causam fumaça e riscos à saúde

Moradores de Cametá e São Sebastião da Boa Vista convivem há quatro dias com poluição e transtornos provocados pelas queimadas

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Incêndios em lixões do Pará causam fumaça e riscos à saúde
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Os municípios de São Sebastião da Boa Vista e Cametá, no Pará, enfrentam há quatro dias incêndios em lixões que provocam fumaça densa e riscos à saúde. As prefeituras informaram que as Defesas Civis locais, o Corpo de Bombeiros e as Secretarias de Meio Ambiente estão atuando para conter os focos.

Em São Sebastião, o fogo teria começado após uso irregular de fogos de artifício, enquanto em Cametá a seca prolongada e o vento forte agravam a situação. Especialistas alertam que o problema está ligado à falta de destinação adequada dos resíduos e pedem que moradores evitem ações que possam iniciar novas queimadas.

Moradores dos municípios de São Sebastião da Boa Vista, no Arquipélago do Marajó, e de Cametá, no Baixo Tocantins, enfrentam há quatro dias uma nuvem densa de fumaça provocada por incêndios em lixões municipais. As queimadas, que começaram no último domingo (12), continuam consumindo resíduos e comprometendo a qualidade do ar nas regiões.

Em São Sebastião, o fogo se espalhou rapidamente pelo depósito de lixo da cidade, formando uma camada espessa de fumaça que encobre ruas e áreas residenciais. Segundo relatos de moradores, o ar ficou difícil de respirar, especialmente para crianças e idosos, mais vulneráveis aos efeitos da inalação de poluentes.

De acordo com a Prefeitura de São Sebastião da Boa Vista, os focos de incêndio começaram após uso irregular de fogos de artifício próximo à área de descarte, situação que está sob investigação da Polícia Civil. Equipes da Defesa Civil, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e do Corpo de Bombeiros permanecem no local para tentar conter as chamas.

No município de Cametá, o fogo atinge uma área estimada em 16 hectares, com pelo menos um setor já destruído. O vento forte e o tempo seco, agravados pela ausência de chuvas desde agosto, têm dificultado o trabalho das equipes de combate. A prefeitura informou que os bombeiros atuam em regime de revezamento, utilizando caminhões-pipa e abafadores para impedir que o fogo se espalhe para áreas habitadas.

Especialistas alertam que esse tipo de ocorrência se repete no interior do Pará devido à falta de estrutura adequada para o descarte de resíduos. O acúmulo de lixo, aliado ao calor e a materiais inflamáveis, aumenta o risco de combustão espontânea e queimadas descontroladas.

As autoridades reforçam o pedido para que a população evite acender fogos, fazer queimadas domésticas ou descartar materiais inflamáveis nos lixões, enquanto as operações de controle continuam em andamento.


FONTE: G1
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