Na Ilha de Mosqueiro, distrito de Belém, agricultores familiares estão sendo beneficiados por uma força-tarefa da Emater Pará, que leva documentação, assistência técnica e crédito rural às comunidades.
O trabalho tem garantido acesso a programas como o PAA, possibilitando que famílias locais forneçam alimentos para instituições sociais e aumentem a renda com práticas sustentáveis.
Entre os resultados, estão quatro toneladas de alimentos produzidos por mês, créditos ativos do Pronaf e a expansão da agricultura familiar.
De acordo com a engenheira agrônoma Soraya Araújo, o papel da Emater é essencial para “fortalecer o protagonismo das famílias e garantir direitos no campo”. A expectativa é de crescimento de 300% na adesão de agricultores em 2026.
Famílias agricultoras da Ilha de Mosqueiro, distrito de Belém, estão conquistando novos caminhos para fortalecer a produção rural e o acesso a políticas públicas. A iniciativa é resultado da atuação da Emater Pará, que tem promovido ações de regularização, assistência técnica e inclusão produtiva nas comunidades locais.
Durante uma reunião na Associação dos Pequenos Agricultores da Mari-Mari II (Apamm), foram entregues cadastros nacionais da agricultura familiar (CAF) e cadastros ambientais rurais (CAR), documentos fundamentais para que os produtores possam participar de programas como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).
Segundo a agricultora Maria Gracilene Fróes, de 43 anos, o apoio da Emater representa uma oportunidade de retomar a tradição familiar e gerar renda no campo. A produtora, filha da matriarca Odete Fróes, de 75 anos, pretende investir no plantio de mandioca e contribuir para o abastecimento de instituições sociais por meio do PAA.
Atualmente, 13 famílias de Mosqueiro já participam do programa, fornecendo cerca de quatro toneladas mensais de alimentos, como banana, macaxeira e cheiro-verde, para abrigos e Centros de Referência de Assistência Social (Cras). O lucro médio obtido pelos agricultores chega a 50% sobre o custo de produção, o que tem incentivado o aumento da produtividade.
De acordo com o presidente da Apamm, Daniel Luz, a parceria com a Emater tem sido essencial para documentar propriedades, ampliar mercados e garantir preços justos. A previsão é que, em 2026, o número de famílias habilitadas ao programa cresça em mais de 300%.
Para a engenheira agrônoma Soraya Araújo, especialista em políticas públicas, a atuação da Emater é estratégica para reduzir desigualdades e fortalecer o campo. Ela destaca que o trabalho de campo vai além da assistência técnica — envolve educação ambiental, comunicação digital e sucessão rural, garantindo que novas gerações deem continuidade às atividades agrícolas.
Outro exemplo vem do Sítio Moura, onde o casal Francisco Lima e Maria Marly Carvalho mantém um crédito rural ativo pelo Pronaf, com investimento em apicultura, horticultura, farinha e produtos derivados da mandioca. Segundo os agricultores, a diversificação garante segurança alimentar e estabilidade financeira para a família.
O técnico da Emater, Ryan Anderson Carneiro, reforça que a difusão de tecnologias sociais e sustentáveis tem transformado a realidade produtiva da região. Entre as práticas orientadas estão o reaproveitamento de resíduos agrícolas, a reciclagem de materiais e o uso de recursos naturais de forma consciente.
Com ações semanais de documentação e capacitação, a Emater consolida-se como ponte entre o campo e as políticas públicas, promovendo autonomia, cidadania e desenvolvimento sustentável para os agricultores de Mosqueiro.