A ministra Marina Silva destacou o protagonismo do Brasil na COP 30 ao relatar o esforço do governo para colocar os combustíveis fósseis e o desmatamento no centro das negociações globais sobre clima. Segundo ela, a delegação brasileira atuou de maneira estratégica para que a conferência assumisse compromissos mais firmes sobre transição energética e preservação ambiental.
Marina afirmou que há exemplos concretos de que desenvolvimento econômico e proteção dos biomas podem caminhar juntos. Ela citou a queda de 50% no desmatamento nos últimos três anos, enquanto o agronegócio registrou crescimento de 17%. Para a ministra, esses números demonstram que práticas sustentáveis fortalecem — e não comprometem — a economia.
A ministra também comentou o avanço das demarcações de terras indígenas, classificando-as como medidas essenciais para garantir direitos, reduzir conflitos e reparar injustiças históricas. Segundo ela, muitas comunidades seguem expostas a vulnerabilidades extremas, e assegurar seus territórios é uma forma de proteção humanitária.
Para Marina, a COP 30 representou um momento decisivo para reafirmar o papel do país como referência em políticas climáticas, combinando tecnologia, preservação e justiça social.
O Brasil reforçou seu papel de liderança nas discussões climáticas ao defender que combustíveis fósseis e desmatamento fossem colocados no centro das negociações da COP 30, segundo afirmou a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, em entrevista nesta sexta-feira (28). A fala foi dada durante o programa Bom Dia, Ministro, onde ela também comentou o avanço da agenda indígena e o impacto das demarcações conduzidas pelo governo federal.
Durante a entrevista, Marina destacou que o país atuou “de forma persistente” para que a conferência tratasse de temas considerados estratégicos para o futuro climático global, especialmente a transição energética e a proteção das florestas. Para ela, incluir a redução de combustíveis fósseis no texto final da conferência foi um passo essencial para garantir que o desenvolvimento ocorra sem comprometer os recursos naturais.
A ministra reforçou que o Brasil conseguiu mostrar na prática esse equilíbrio ao apresentar queda de 50% no desmatamento durante a atual gestão, enquanto o agronegócio teve crescimento de 17%. Segundo ela, esses dados comprovam que “criminalidade ambiental não tem relação com desenvolvimento”.
Marina também abordou a pauta das demarcações indígenas, classificando-as como “necessárias, legítimas e parte de uma reparação histórica”. Ela ressaltou que muitas comunidades vivem situações de vulnerabilidade extrema devido à perda de seus territórios. De acordo com a ministra, o governo Lula tem conduzido o processo de forma “criteriosa”, buscando assegurar direitos e reduzir conflitos.
Para a ministra, o conjunto de ações — desde a proteção dos povos originários até a modernização das políticas ambientais — mostra que o país está preparado para liderar uma agenda climática mais ambiciosa. Ela defendeu que a COP 30 foi um marco para reafirmar que produção, tecnologia e preservação podem avançar lado a lado.