Roteiro da COP30 em Belém integra cultura e turismo sustentável

Iniciativa estruturou fluxo de visitantes, revitalizou espaços históricos e beneficiou economia local, deixando legado após a conferência climática.

Por Portal Belém -Antonia Ribeiro
3 Min

Roteiro da COP30 em Belém integra cultura e turismo sustentável
Foto: Divulgação
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O Roteiro Cultural e Turístico da COP30, criado como parte do legado da conferência climática em Belém, mostrou na prática a integração entre cultura, história e sustentabilidade. A iniciativa organizou o fluxo de centenas de milhares de visitantes, direcionando-os para pontos históricos como o Ver-o-Peso, a Estação das Docas e o Cinema Olympia, muitos deles revitalizados. O projeto beneficiou o comércio e a economia criativa local, utilizou transporte sustentável e contou com 50 monitores bilíngues qualificados. Mais do que um evento, o roteiro consolidou uma oferta turística que reposiciona Belém como um destino comprometido com o desenvolvimento sustentável.

 

O Roteiro Cultural e Turístico da COP30, iniciativa criada como parte do legado da conferência climática realizada em Belém, ampliou os impactos econômicos, culturais e simbólicos do evento ao estruturar uma oferta turística alinhada com a agenda ambiental e a valorização do patrimônio local. O projeto, desenvolvido pelo Governo Federal com apoio de instituições como a Organização de Estados Ibero-Americanos (OEI), Ministério do Turismo, Banco do Brasil, BNDES, Caixa, Itaipu Binacional e Banco da Amazônia, funcionou como um instrumento de ordenamento do fluxo de visitantes durante a conferência.

Em uma cidade que recebeu centenas de milhares de pessoas, com cerca de 300 mil circulando apenas pela Zona Verde, o roteiro contribuiu para ampliar a permanência do público em áreas históricas e culturais, beneficiando diretamente o comércio local, serviços e empreendimentos da economia criativa.

A experiência integrou cultura, história e sustentabilidade ao conectar espaços históricos, equipamentos culturais e territórios de valor simbólico para Belém, com uma abordagem que priorizou a memória local, práticas de baixo impacto ambiental e a difusão de conteúdos educativos. O uso de transporte sustentável, matérias-primas originárias da floresta e exposições com foco ambiental reforçaram a sintonia do projeto com os temas centrais debatidos na COP30.

Entre os locais incluídos no roteiro estiveram o Terminal Hidroviário Internacional, a Estação das Docas, a Casa BNDES/Mercedários, o Ver-o-Peso, o Cinema Olympia e o Mercado de São Brás. Parte desses espaços passou por processos de revitalização e restauro, aumentando sua capacidade de uso público e fortalecendo o legado urbanístico deixado pela conferência. As intervenções tornaram esses ambientes mais acessíveis, educativos e integrados à vida cotidiana da cidade, com reflexos positivos na atratividade turística e na dinamização econômica de seus entornos.

Ao longo de sua execução, o projeto impactou aproximadamente três mil pessoas, incluindo delegações internacionais, visitantes da COP30 e moradores da capital paraense. A operação contou com 50 monitores bilíngues formados pela Escola Nacional do Turismo, reforçando a geração de trabalho qualificado e a profissionalização do setor turístico local em um período de alta demanda.

“O Roteiro Cultural e Turístico da COP30 reforçou o posicionamento de Belém como um destino comprometido com o turismo sustentável, ao integrar preservação ambiental, valorização cultural e desenvolvimento econômico de forma concreta e acessível”, avaliou Telma Teixeira, coordenadora de Cooperação da OEI no Brasil.

A iniciativa dialoga com um contexto mais amplo de capacitação, cooperação técnica e fortalecimento institucional impulsionado pela COP30, que reposicionou Belém no cenário nacional e internacional. Ao ampliar o acesso da população às culturas e artes originárias da floresta e ao estimular cadeias produtivas ligadas ao turismo e à economia criativa, o roteiro consolida um legado que ultrapassa o evento e contribui para a construção de uma imagem sustentável e contemporânea da Amazônia.

Por Portal Belém com redação de Antonia Ribeiro.


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