A exposição “BioOCAnomia Amazônica”, criada pelo SESI Lab, será inaugurada no dia 4 de junho no Museu do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro. Com entrada gratuita, a mostra propõe uma experiência imersiva sobre biodiversidade, bioeconomia, inovação e saberes ancestrais da Amazônia.
O percurso reúne instalações interativas, jogos educativos e ambientes sensoriais que discutem conservação ambiental, mudanças climáticas e desenvolvimento sustentável. A exposição também apresenta referências culturais amazônicas, incluindo uma instalação inspirada nas tradicionais garrafadas do Mercado Ver-o-Peso, em Belém.
A mostra foi desenvolvida com apoio de cientistas do Pará e Amazonas, além de instituições ligadas à inovação e sustentabilidade. O espaço também abriga a exposição “Ser(Tão): Imersão no Cerrado”, dedicada ao bioma Cerrado brasileiro.
O público do Rio de Janeiro poderá mergulhar, a partir do dia 4 de junho, em uma experiência sensorial dedicada à floresta amazônica, à bioeconomia e aos saberes tradicionais. O Museu do Jardim Botânico, na capital fluminense, recebe a exposição “BioOCAnomia Amazônica”, mostra concebida pelo SESI Lab que propõe uma reflexão sobre desenvolvimento sustentável, inovação e conservação ambiental a partir das múltiplas realidades da Amazônia.
A exposição será inaugurada durante o feriadão de Corpus Christi e terá entrada gratuita. Com instalações imersivas, jogos educativos e experiências interativas, o percurso convida visitantes a compreender como ciência, tecnologia e conhecimentos ancestrais podem caminhar juntos na preservação da floresta e na construção de uma economia sustentável baseada na biodiversidade amazônica.
A mostra ganha relevância especial em um momento em que a Amazônia segue no centro dos debates climáticos internacionais após a realização da COP30, sediada em Belém em 2025. As discussões sobre bioeconomia, conservação ambiental e valorização dos povos tradicionais continuam entre os principais temas ligados ao futuro sustentável da região amazônica e às estratégias globais de enfrentamento das mudanças climáticas.
Dividida em cinco áreas temáticas — “A floresta e o mundo”, “Saberes amazônicos”, “Bioeconomia”, “Indústria e inovação” e “Direitos da floresta” —, a exposição apresenta a Amazônia não apenas como patrimônio natural, mas também como território de conhecimento, cultura, ciência e produção sustentável.
Logo na entrada, os visitantes são convidados a refletir sobre os desafios enfrentados pelo bioma, como desmatamento, queimadas, mineração ilegal, desigualdade social e mudanças climáticas. Em seguida, o percurso expositivo conduz o público por ambientes que misturam arte, dados científicos, experiências audiovisuais e referências culturais amazônicas.
Entre os destaques da exposição está uma instalação inspirada nas tradicionais garrafadas do Mercado Ver-o-Peso, um dos maiores símbolos culturais de Belém. O espaço faz referência aos conhecimentos populares e às práticas medicinais transmitidas entre gerações na Amazônia, aproximando o público urbano da riqueza cultural presente na região Norte.
Toda a cenografia foi desenvolvida com materiais sustentáveis, incluindo chapas produzidas a partir de plástico reciclado e resíduos da agroindústria. Segundo os organizadores, a proposta é reforçar o conceito de reaproveitamento e inovação ambiental também na própria estrutura da exposição.
De acordo com representantes do Museu do Jardim Botânico, a iniciativa amplia o diálogo entre biodiversidade, educação ambiental e experiências culturais acessíveis ao público. Já o SESI Lab destaca que a itinerância da mostra busca aproximar diferentes regiões do país de debates urgentes relacionados à preservação ambiental e ao desenvolvimento sustentável.
A construção do conteúdo contou com pesquisadores e cientistas de universidades do Pará e do Amazonas, além da participação de especialistas ligados ao Instituto Amazônia+21, aos Institutos SENAI de Inovação e à Confederação Nacional da Indústria (CNI).
A programação faz parte do projeto SESI Lab Itinerante, criado para ampliar o acesso às exposições educativas do museu em diferentes estados brasileiros. A proposta busca aproximar novos públicos de experiências ligadas à ciência, cultura e sustentabilidade.
Além da “BioOCAnomia Amazônica”, o público também poderá visitar no mesmo circuito a exposição “Ser(Tão): Imersão no Cerrado”, que apresenta instalações sensoriais, fotocolagens e experiências artísticas sobre o bioma Cerrado brasileiro. A mostra reforça o debate sobre conservação ambiental e biodiversidade em diferentes regiões do país.
O Museu do Jardim Botânico do Rio de Janeiro vem ampliando nos últimos anos iniciativas voltadas à conscientização ambiental, biodiversidade e valorização dos biomas brasileiros. Atualmente, o espaço já mantém experiências imersivas ligadas à Amazônia em sua exposição permanente.
Serviço - BioOCAnomia Amazônica