Pará amplia exportações e movimenta US$ 10,4 bilhões em 2026

Estado registra alta de 13,2% nas vendas internacionais, impulsionado pela mineração, agronegócio e demanda da China

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Pará amplia exportações e movimenta US$ 10,4 bilhões em 2026
Vosmar Rosa/MPOR
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O Pará iniciou 2026 com resultados positivos no comércio exterior. Entre janeiro e maio, o estado exportou US$ 10,4 bilhões, registrando crescimento de 13,2% em comparação ao mesmo período do ano passado. O desempenho colocou o Pará na quinta posição entre os maiores exportadores do Brasil, com participação de 7,2% nas vendas nacionais ao exterior.

A mineração continua liderando a economia exportadora paraense. O minério de ferro permaneceu como principal produto vendido ao mercado internacional, enquanto o cobre apresentou forte expansão e se consolidou como um dos grandes destaques do ano. De acordo com analistas do setor, a crescente demanda mundial por minerais estratégicos tem impulsionado os resultados do estado.

A China segue como principal destino das exportações paraenses, concentrando mais de um terço das vendas internacionais. Alemanha, Índia, Polônia, Japão e Estados Unidos também aparecem entre os principais compradores.

Além da mineração, produtos do agronegócio, como a soja e a carne bovina, ampliaram participação na pauta exportadora. O saldo da balança comercial alcançou US$ 9 bilhões, reforçando a importância do Pará para a economia brasileira e para o comércio global de commodities.

O Pará consolidou sua posição entre os principais exportadores do Brasil ao registrar um crescimento de 13,2% nas exportações nos cinco primeiros meses de 2026, alcançando a marca de US$ 10,4 bilhões em vendas ao mercado internacional. Os dados foram divulgados pela plataforma Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), e refletem o fortalecimento de setores estratégicos da economia paraense, especialmente a mineração, o agronegócio e a indústria de transformação.

O desempenho positivo foi ainda mais expressivo em maio, quando o Estado registrou uma alta de 17,1% nas exportações em comparação com o mesmo período do ano passado. O resultado garantiu ao Pará a quinta colocação entre os estados brasileiros que mais exportam, respondendo por 7,2% de todas as exportações nacionais.

Além do crescimento nas vendas externas, o Estado manteve um robusto superávit comercial. O saldo da balança comercial paraense chegou a US$ 9 bilhões entre janeiro e maio. As importações também cresceram, atingindo US$ 1,4 bilhão, um avanço de 35,2% em relação ao mesmo período de 2025. Com isso, a corrente de comércio — soma das exportações e importações — alcançou US$ 11,9 bilhões, registrando expansão de 15,4%.

China segue como principal destino

A China permanece como o principal parceiro comercial do Pará, concentrando 38,5% das exportações estaduais. O país asiático mantém forte demanda por commodities minerais e agrícolas produzidas no estado.

Na sequência aparecem Alemanha (6,9%), Índia (4,4%), Polônia (4,3%), Japão (4,2%), Estados Unidos (3,5%) e Canadá (2%).

O cenário reforça a relevância estratégica do mercado asiático para a economia paraense, especialmente diante da crescente demanda global por minérios utilizados em setores industriais e tecnológicos.

Mineração mantém protagonismo

A atividade mineral continua sendo o principal motor das exportações paraenses. O minério de ferro e seus concentrados lideraram a pauta exportadora, movimentando US$ 3,9 bilhões, o equivalente a 37,6% de todas as vendas externas do Estado.

Apesar da liderança, o produto apresentou uma leve retração de 2,8% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

O grande destaque de 2026 foi o avanço dos minérios de cobre e seus concentrados, que registraram crescimento de 80%, alcançando US$ 2,7 bilhões e passando a representar 26,2% da pauta exportadora estadual.

Especialistas do setor avaliam que o aumento da procura internacional por cobre está diretamente relacionado à expansão das indústrias de tecnologia, energia renovável e mobilidade elétrica, segmentos que demandam grandes volumes do mineral.

Agronegócio ganha espaço

Embora a mineração continue dominante, os números mostram o fortalecimento do agronegócio paraense.

A soja respondeu por 8,5% das exportações estaduais e registrou crescimento de 20,8% no período. A carne bovina e a alumina calcinada aparecem logo em seguida, cada uma representando 4,9% das vendas internacionais do Pará.

Também integram a pauta exportadora produtos como ouro, alumínio, ferro-gusa, pescados e sucos vegetais, evidenciando uma maior diversificação da economia estadual.

Perspectivas para o restante do ano

O crescimento das exportações reforça a capacidade do Pará de ampliar sua participação no comércio internacional. O desempenho é sustentado principalmente pela demanda global por commodities minerais e agrícolas, além da expansão dos mercados consumidores na Ásia.

A expectativa é de que os investimentos em infraestrutura logística, mineração, produção agrícola e processamento industrial continuem impulsionando os resultados ao longo de 2026.

Principais números do Pará em 2026

Exportações: US$ 10,4 bilhões (+13,2%)

Importações: US$ 1,4 bilhão (+35,2%)

Corrente de comércio: US$ 11,9 bilhões (+15,4%)

Superávit comercial: US$ 9 bilhões

Participação nacional: 7,2%

Posição no ranking brasileiro: 5º lugar

Principais destinos

  • China: 38,5%
  • Alemanha: 6,9%
  • Índia: 4,4%
  • Polônia: 4,3%
  • Japão: 4,2%
  • Estados Unidos: 3,5%
  • Produtos mais exportados
  • Minério de ferro: US$ 3,9 bilhões
  • Minério de cobre: US$ 2,7 bilhões
  • Soja: 8,5% da pauta
  • Carne bovina: 4,9%
  • Alumina calcinada: 4,9%


FONTE: O Liberal
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