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03/09/2019 às 16h16min - Atualizada em 03/09/2019 às 16h16min

Estudos mostram potencial da Bacia de Marapanim

A bacia abraça 12 municípios paraenses

Portal Belém
Participantes da reunião (Crédito: Luiz Gonzaga).

Pesquisadores se reuniram para apresentar estudos que mostram o potencial da Bacia de Marapanim. O encontro foi em agosto, no auditório do Instituto Federal do Pará (IFPA), em Castanhal.

 

No encontro, o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Marapanim conheceu as etapas que a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) está fazendo para avaliar o potencial e recuperação de nascentes no território da Bacia. A Bacia envolve 12 municípios da microrregião da Costa Atlântica: Marapanim, Curuçá, Terra Alta, Maracanã, Magalhães Barata, Igarapé-Açu, São Francisco do Pará, Castanhal, Santa Izabel do Pará, Santo Antônio do Tauá, São Caetano de Odivelas e Vigia de Nazaré.

 

Para Luiz Gonzaga Rocha, do Comitê da Bacia e um dos idealizadores do evento, preservar  o meio ambiente é garantir geração de renda no território da Bacia. “Foi muito proveitosa a nossa reunião. A Embrapa apresentou relatórios preliminares dos estudos sobre espécies mais adequadas à recuperação de nascentes, utilização de Sistemas Agroflorestais na restauração de áreas alteradas e também forma de garantir renda no curto, médio e longo prazo”, disse Luiz.

 

Instituições como Ceplac (Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira) também esteve presente e apresentou suas principais linhas de trabalhos para todo o estado. “Tivemos a oportunidade de apresentar aos participantes o planejamento estratégico da Ceplac para o desenvolvimento e fortalecimento da cacauicultura nos ecossistemas de terra firme e de várzea do Pará", afirmou o Engenheiro Agrônomo, José Raul dos Santos Guimarães, do Centro de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural da Ceplac..

 

Edivaldo Raiol, um dos coordenadores do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Marapanim, disse o objetivo do Comitê não é apenas salvar o rio, mas pensar em oportunidade de desenvolvimento sustentável. "Nós queremos levar oportunidade de geração de renda para a comunidade e eles demonstraram que isso é possível a partir das palestras que foram desenvolvidas nesse dia", afirmou o coordenador.

 

Para o padre João Mometti, coordenador do projeto Novo Moisés, projeto desenvolvido em torno da Bacia e em toda a Amazônia, o evento foi uma oportunidade para discutir sobre o cuidado que é preciso ter com as águas da Bacia. "É preciso valorizar a água, ao invés de valorizar os pastos para criação de gado e desmatamento da floresta. A água é de suma importância para a humanidade, através dela a comunidade produz alimentos para seu sustento. A água dá toneladas de alimentos, sem abater uma árvore para não prejudicar o meio ambiente", concluiu o padre.


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