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11/03/2020 às 20h00min - Atualizada em 11/03/2020 às 20h00min

Espetáculo "Desterro" é encenado em Belém

O espetáculo é inspirado no álbum homônimo da banda de rock paraense Álibi de Orfeu

Assessoria de Comunicação do evento
Com edição do belem.com.br
O álbum "Desterro", da banda Álibi de Orfeu, nasceu com o propósito de ser uma narrativa musical (Foto: Divulgação)
       
"Desterro - Uma ópera-rock amazônica", conta a história de Dira, uma mulher do interior do Pará, que sai de sua terra natal, após o assassinato de sua avó, Doroteia do Carmo, uma ativista que lutava contra grilagem de terras, violência no campo e sonhava com prosperidade e justiça social na região. 

O espetáculo é inspirado no álbum homônimo da banda de rock paraense Álibi de Orfeu e é a primeira ópera-rock autoral brasileira a ser encenada com uma estrutura de músicas inseridas num roteiro bem definido. "Desterro" será encenada no palco do Teatro Margarida Schivasappa (Centur), às 19h30, nos dias 13, 14 e 15 de março, em uma produção com muitos profissionais.
 
A história se passa na Terra do Meio, região marcada por conflitos agrários e mortes. O espetáculo carrega a cultura paraense e critica sociopolítica sobre o cenário brasileiro. O álbum nasceu com o objetivo de ser um espetáculo visual, são 14 músicas compostas e gravadas após estudos a respeito da realidade da região e transformada em rock. O argumento inicial foi proposto pelo músico Rui Paiva e o enredo inicial pelo músico Sidney Klautau, então, o álbum Desterro nasceu com um propósito, mas era necessário uma equipe para transformar uma narrativa musical em espetáculo teatral musical.
 
A Diretora geral e coreógrafa, Bel Lobato, junto com a banda Álibi de Orfeu, reuniu grandes nomes da cena artística teatral paraense e montou a equipe de Desterro: "Há um dramaturgo (Danilo Monteiro), um diretor teatral e figurinista (Leonardo Bahia), uma diretora vocal (Lídia Marçal), e eu que assumo a direção geral e coreografias, além da nossa assessora de comunicação Emanuele Corrêa, que também é atriz e dá vida a Lucélia, filha de Doroteia e mãe de Dira, e, claro, a banda ao vivo no espetáculo, com Victor Estácio (guitarra e violão), Rafael Mergulhão (guitarra), Rui Paiva (bateria e percussão) , Sidney Klautau (baixo) e Wanessa Amorim (vocais)", conta a diretora Bel Lobato.

Questionada sobre o que representa o Desterro para a cena paraense, completa "É um espetáculo da região Norte, do Pará, para o Brasil. Exalta a nossa cultura, denuncia a violência no campo, a pobreza e deixa o seu recado de que há produção cultural feita na região e que é muito boa", disse Bel.
 
Adaptar um álbum musical, sem referência nenhuma de narrativa já encenada nos palcos, foi um grande desafio para o dramaturgo e ator, Danilo Monteiro. Ele conta que, escrever uma história tão próxima de todos e estar em cena, é o seu maior desafio até então.
 
"Escrever a dramaturgia do Desterro foi um processo bastante trabalhoso, pois as questões políticas e sociais da nossa terra, apresentadas nas letras das músicas da banda e no roteiro inicial apresentado por eles, que são tão próximas da nossa realidade e ao mesmo tempo tão distantes, tinham que estar visceralmente nos diálogos. O que eu queria com esse roteiro era mostrar a realidade, colocando o dedo na ferida, assim como o álbum Desterro faz.", disse.

Os atores e atrizes precisaram se preparar bastante, criar cronogramas de ensaios e preparar o fôlego, principalmente, a protagonista Dira interpretada pela atriz Carol Maia, que quase não sai de cena e dança e canta durante duas horas. Carol acredita que o público irá se envolver e aprovar. "O público pode esperar um espetáculo incrível, com muita emoção e reflexão. O Desterro é uma peça forte, que fala sobre problemas reais, problemas que devem ser falados na nossa sociedade. A Dira é o grande desafio da minha vida, eu precisei, além de preparar o meu corpo e voz, preparar principalmente a minha mente por ser uma personagem forte que enfrenta muita coisa e tem muita coisa pra dizer", conclui a atriz Carol Maia.
 
Serviço: 
Desterro Uma Ópera-Rock Amazônica Data: 13, 14 e 15 de março.
Local: Teatro Margarida Schivasappa (Centur)
Hora: 19h.
Censura: 16 anos.
Ingressos: Ingressos a 60 reais (nos dias dos eventos) e 30 reais (meia e antecipado). https://www.sympla.com.br/desterro---uma-opera-rock-amazonica__790392.Mais informações: 98406-5841 (whatsapp). Siga: @opera_desterro. 

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